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RÚSSIA: COVID-19

Conheça os constrangimentos, medidas de relançamento da economia e oportunidades de negócio na Rússia decorrentes da COVID-19.

PRINCIPAIS CONSTRANGIMENTOS PARA AS EMPRESAS

Principais setores afetados: Aviação comercial/Transportes; Comércio por grosso e retalho de não alimentares (incluindo também grande parte dos serviços); Restauração; Setor financeiro; Setor hoteleiro/Turismo; Setor das Feiras/Centros de Exposição.

Encerramento da fronteira russa desde 27 de março 2020. As restrições poderão ser prorrogadas ou canceladas. Contudo, desde 1 de agosto de 2020 (e atualizado a 21 de abril), a Rússia tem voos para seus nacionais/residentes para 31 países (Alemanha, Azerbaijão, Arménia, Bielorrússia, Cazaquistão, Coreia do Sul, Croácia (sem turismo), Cuba, Egipto, EAU, Estónia (reinício de voos anunciado a partir de 25 de abril), Etiópia, EUA, Finlândia (s/turismo), Geórgia, Índia, Japão (s/turismo), Maldivas, Qatar, Quirguistão, Sérvia, Seychelles, Singapura, Síria, Sri Lanka, Suíça, Tadjiquistão, Tunísia, Uzbequistão, Venezuela, Vietname). A Rússia suspendeu, entre 15 de abril e 01 de junho, todas as ligações aéreas com a Turquia e a Tanzânia devido a um surto de casos de COVID-19 nestes países. Pelo menos até finais de julho, estão suspensos todos os voos regulares da Aeroflot com países da UE, incluindo a rota direta entre Moscovo e Lisboa. Em janeiro e fevereiro de 2021, a Rússia realizou 24,8 mil voos internacionais (diminuição de 55,8% em termos homólogos face a 2020).

Desvalorização do rublo, o câmbio EUR/RUB em cerca de 25% desde o início da pandemia. O rublo depende da evolução dos preços do petróleo. Estima-se o aumento do preço dos bens importados e alguns serviços na ordem dos 10% a 35% (eletrodomésticos, produtos eletrónicos, automóveis, alguns bens alimentares, medicamentos, cosméticos, passagens aéreas e serviços de viagem).

Aumento da incerteza, do desemprego e da precaridade laboral. Redução do consumo e perspetiva de falências das empresas. Cerca de 300 mil moscovitas perderam os seus empregos durante a pandemia do COVID-19. Segundo dados da Rosstat, o lucro líquido das médias e grandes empresas na Rússia caiu cerca de 23,5% em 2020. Em janeiro e fevereiro deste ano, o superavit da balança comercial da Rússia caiu 26,9% em termos homólogos sob o efeito da contração das exportações e do aumento das importações. O FMI prevê que o PIB da Rússia cresça 3,8% em 2021.

 

APOIO ÀS EMPRESAS NO MERCADO

O plano de recuperação económica que o Governo Russo começou a elaborar em maio de 2020, foi aprovado no dia 23 de setembro. O custo de execução do plano é estimado em cerca de 6,4 biliões de rublos (cerca de 69 mil milhões de Euro). Das mais de 500 metas do plano a alcançar até final de 2021 destacam-se as seguintes: crescimento de 3% do PIB através da digitalização do ambiente na administração pública e da interação com as empresas; desregulamentação generalizada (desburocratização); investimentos na construção de estradas; subsídios pontuais. O governo russo alargará aos trabalhadores independentes todas as medidas de apoio estatal previstas em relação às PME.

O Governo russo anunciou no passado dia 15 de fevereiro um novo pacote de medidas de apoio às empresas, tais como reinício da concessão de empréstimos a taxa zero destinados ao pagamento de salários (programa “FOT 0”), perdão da dívida fiscal às empresas dos setores que ainda não recuperaram, financiamento da concessão de empréstimos às PME sob condição de contratação de novo pessoal, atenuação da transição dos regimes de tributação especiais para o regime de tributação geral.  

Segundo informação da Câmara Municipal de Moscovo a economia tem vindo a estabilizar no 1º trimestre e no mês de abril, com a receita das empresas (comércio e serviços) a aumentar 18% face ao igual período de 2020, o comércio de produtos não alimentares cresceu mais de 20% e a indústria local poder vir a aumentar 11% até final do ano.

 

CONSELHOS ÚTEIS ÀS EMPRESA

O nível médio de novos infetados COVID-19 na Rússia, na última semana, oscilou entre 8.600 e 8.100 casos e a cidade de Moscovo tem contado, na última semana, com uma média de 2.400 novos casos diários, com tendência decrescente (menos de 2.000 casos a 19.04.). A atividade económica continua a funcionar em pleno e não há quaisquer restrições às atividades comerciais e circulação de pessoas dentro da Rússia.

“A análise dos casos de morbilidade entre cerca de 4 milhões de russos vacinados (com as 2 doses) permite avaliar a eficácia da vacina “Sputnik V” em 97,6%”, diz o Diretor do Fundo Russo de Investimento Direto.

A utilização de EPI mantém-se obrigatória nos transportes públicos, instalações de saúde, lojas e outros locais públicos, bem como exigência de se manter o distanciamento social.

Dados os constrangimentos nas deslocações da UE para a Rússia, sugerimos às empresas portuguesas para continuarem a investir em novos contactos com as empresas russas recorrendo às ferramentas digitais (onde for possível), reativação do contato com clientes antigos e tradução de sites das empresas para outros idiomas, como o russo. Além disso, apesar da maior parte das feiras sectoriais em Moscovo terem regressado ao formato offline ainda há algumas plataformas online para potenciais contactos com empresas russas.

 

SITES RELEVANTES

Nota: Tendo em conta o rápido desenvolvimento da pandemia COVID-19 e dos seus impactos na economia dos diversos países, a informação constante nesta página poderá não corresponder à totalidade da informação do mercado disponível e poderá ficar temporariamente desatualizada.

Última atualização: 26 de abril de 2021.

As empresas clientes da AICEP poderão contactar os respetivos Gestores de Cliente que lhes poderão fornecer informação adicional ou mais detalhada.