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IRÃO: COVID-19

Conheça os constrangimentos, medidas de relançamento da economia e oportunidades de negócio no Irão decorrentes da COVID-19.

PRINCIPAIS CONSTRANGIMENTOS PARA AS EMPRESAS

O Irão tem sido severamente afetado pela conjugação de dois fatores, as sanções norte-americanas e os efeitos da pandemia. No início da pandemia, o Ministro da Economia estimava uma retração do crescimento do PIB na ordem dos 15% mas estimativas recentes do Banco Mundial apontam para um efeito da pandemia inferior ao inicialmente previsto, estimando uma contração na ordem dos 6% a 7% e apontando para 2021 o regresso ao crescimento (1,5%).

O mercado atualmente tem a maioria das suas fronteiras terrestres funcionais para mercadorias mas com restrições à circulação de pessoas. Nos aeroportos, todos os passageiros à chegada têm obrigatoriamente de apresentar um certificado, em inglês, do teste molecular negativo ao Covid19 (RT-PCR), elaborado por entidade certificada no país de origem, efetuado nas 96 horas anteriores à partida.

As características atuais do mercado, indiciam um efeito das sanções norte-americanas superior àquelas relacionadas com a pandemia. As dificuldades criadas à exportação de petróleo, principal fonte de divisas, vêm condicionar a capacidade de aquisição no exterior e justificar a consistente aposta na indústria local, de modo a substituir importações. A inexistência, no momento, de transações bancárias diretas aporta maiores dificuldades no relacionamento direto, mas potencia o relacionamento indireto através de outros mercados. Setores como a agricultura (incluindo aquacultura), automóvel, ciência e tecnologia prosperam, ao contrário de outros, como hidrocarbonetos, turismo, cultura e artesanato que estão em franca recessão.

 

APOIO ÀS EMPRESAS NO MERCADO

A economia iraniana tem operado abaixo do seu potencial. Alguma solução positiva relativamente ao JCPOA (Acordo Nuclear ) ou a vacinação contra a Covid-19, são fatores que potenciarão uma recuperação económica. Independentemente destes fatores e além dos apoios aos efeitos da mitigação da Covid19, o Irão tem apostado muito no aprofundamento das relações bilaterais com países vizinhos sobretudo a nível da cooperação económica. Geórgia, Iraque, Arménia, Turquemenistão, Turquia e Índia são alguns exemplos, mas também com a Rússia e China. Relativamente à China, têm sido várias as tentativas de dinamizar o acordo estratégico de cooperação entre a China e o Irão, assinado em 2016, e que prevê atingir até 400 mil milhões de USD num período de 25 anos em áreas tão distintas como a dos hidrocarbonetos, ferrovia, aeroportos, portos, industrial, telecomunicações (5G), aprofundando a dinamização da Rota da Seda.

O país também aposta num orçamento para o próximo ano (março2021/março2022), mais expansionista e focado no apoio às empresas produtivas, sustentado numa reforma fiscal, na alienação de ativos do Estado, sobretudo através da colocação de capital das empresas na bolsa de valores e num incremento das receitas do petróleo. Setores como o ferroviário (o plano a seis anos prevê a instalação de mais de 9.000 km de ferrovia procurando conectar o país à Índia, Síria, Rússia), Ambiente (água e saneamento), Tecnologia e Indústria (lançamento de 200 projetos industriais de mineração e comércio), Agricultura (infraestruturas de aquacultura e estufas) são igualmente prioridades governamentais.       

 

CONSELHOS ÚTEIS ÀS EMPRESAS

O Irão continua sendo a segunda maior economia da região Médio Oriente e Norte de África (MENA), constituído por uma sociedade e economia resiliente. As sanções, em geral, têm potenciado o desenvolvimento dos setores de serviços e indústrias não petrolíferas.

É sobretudo neste contexto que o Irão procura desenvolver o seu mercado, a sua indústria e serviços. As oportunidades para as empresas portuguesas derivam maioritariamente deste contexto de apoio e capacitação dos atores locais. Serviços de Ensino Superior, bens e equipamentos industriais, tecnologia e bens-humanitários são, entre outros, alguns exemplos de setores onde o mercado poderá responder de forma positiva. 

O mercado iraniano é ainda pouco conhecido pela generalidade das empresas portuguesas tendo uma complexidade e características muito próprias. A língua, a distância, uma cultura de negócios diferente que exige perseverança e acompanhamento, e a inexistência de relações bancárias diretas, são alguns dos aspetos que, à partida, acrescentam complexidade à ação das empresas estrangeiras.

Como o potencial do mercado se mantém em muitas áreas é recomendável que as empresas portuguesas, na sua generalidade, solicitem desde o início, o apoio da AICEP para melhor entenderem o mercado e poderem agir de forma segura e sustentada.

 

SITES RELEVANTES

Nota: Tendo em conta o rápido desenvolvimento da pandemia COVID-19 e dos seus impactos na economia dos diversos países, a informação constante nesta página poderá não corresponder à totalidade da informação do mercado disponível e poderá ficar temporariamente desatualizada.

Última atualização: 1 de março de 2021.

As empresas clientes da AICEP poderão contactar os respetivos Gestores de Cliente que lhes poderão fornecer informação adicional ou mais detalhada.