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PEQUIM: COVID-19

Conheça os constrangimentos, medidas de relançamento da economia e oportunidades de negócio em Pequim decorrentes da COVID-19.

PRINCIPAIS CONSTRANGIMENTOS PARA AS EMPRESAS

Oito estabelecimentos portugueses de carne de porco e produtos aquáticos da cadeia de frio viram as suas exportações para o mercado chinês temporariamente suspensas pela Administração Geral das Alfândegas da China, devido a casos de covid-19 entre os seus trabalhadores e à aplicação insuficiente medidas de rastreamento de prevenção e controlo durante a cadeia de abastecimento, na ótica das autoridades alfandegárias chinesas.

Constrangimentos verificados no transporte marítimo de mercadorias generalizadas, devido à escassez de contentores e rotas em funcionamento, aumento do tempo de viagem e constrangimentos aduaneiros, decorrentes das medidas de prevenção e controlo de covid-19 implementadas pelas autoridades alfandegárias chinesas sobre mercadorias importadas; Tempo médio do transporte ferroviário de mercadorias, da Europa Central para a China, aumentou de 4 para 7 a 8 semanas e transporte rodoviário, realizado por camião, encontra-se bloqueado; Empresas portuguesas permanecem impossibilitadas de visitar o mercado chinês presencialmente, devido às restrições impostas pelas autoridades chinesas nas fronteiras do país, que também dificultam a deslocação de expatriados portugueses neste mercado a Portugal. Empresa portuguesa do setor de componentes automóveis, com fábrica estabelecida na cidade chinesa de Dalian, província de Liaoning, teve 50 colaboradores em confinamento obrigatório no passado mês de dezembro de 2020, devido a um surto local ocorrido no bairro onde os trabalhadores habitavam.

APOIO ÀS EMPRESAS NO MERCADO

De acordo com a State Taxation Administration (STA), as autoridades chinesas concederam, em 2020, benefícios no valor de 386 mil milhões de dólares; Isenção de IVA, entre 1 de março e 31 de maio de 2020 (posteriormente prorrogado até 31 de dezembro de 2020) na província de Hubei, e isenção de IVA em serviços médicos, catering, hotelaria, transportes públicos, entregas ao domicílio, entre outros a nível nacional. Foram concedidos benefícios fiscais e alfandegários como incentivo à produção de materiais e equipamentos médicos enquadrados na prevenção e controlo de covid-19; Concessão de subsídios às empresas para retenção de postos de trabalho, aumento das taxas de recrutamento nas empresas estatais e aumento dos estágios concedidos por estas empresas a recém-licenciados e trabalhadores-estudantes; Facilitação dos processos alfandegários com o objetivo de apoiar a retoma das exportações chinesas; injeção de liquidez no mercado pela redução das reservas de capital aplicadas à banca comercial que permitiram aumentar a concessão de créditos; reforço do investimento em infraestruturas.

CONSELHOS ÚTEIS ÀS EMPRESAS

Uma vez que permanecem impossibilitadas as viagens de prospeção ao mercado chinês, devido ao controlo exercido nas fronteiras, aconselha-se às empresas portuguesas a aposta nos canais de comunicação digitais, promovendo reuniões com contrapartes chinesas com recurso a plataformas como o Zoom ou a Tencent Meetings, participação em edições online de feiras e webinars setoriais, e uma aposta sempre que possível nos canais de venda online; Aos produtores nacionais que exportam ou pretendem exportar bens agroalimentares para o mercado chinês, aconselha-se o reforço do controlo sobre as mercadorias expedidas, uma vez que os produtos da cadeia de frio, importados por este país, são alvo de medidas adicionais de prevenção e controlo de covid-19 impostas pela Administração Geral das Alfândegas da China (deverão ser contactados os serviços centrais da Direção Geral de Alimentação e Veterinária a este respeito para clarificação dos requisitos adicionais, bem como os serviços centrais da AICEP e delegações da AICEP em Pequim, Xangai, Cantão e Macau); aconselha-se às empresas nacionais particular atenção na aquisição de materiais e equipamentos médicos chineses devido ao aumento do número de diferendos entre empresas portuguesas e chinesas, devido ao incumprimento de prazos estabelecidos e das condições acordadas; releva-se a crescente importância dos canais de vendas on-line na China. Tratando-se de um meio altamente competitivo, as empresas não deverão ainda assim descurar esta aposta neste canal de vendas que mais cresce na China e que ganhou maior peso durante a pandemia.

SITES RELEVANTES

Nota: Tendo em conta o rápido desenvolvimento da pandemia COVID-19 e dos seus impactos na economia dos diversos países, a informação constante nesta página poderá não corresponder à totalidade da informação do mercado disponível e poderá ficar temporariamente desatualizada.

Última atualização: 1 de março de 2021.

As empresas clientes da AICEP poderão contactar os respetivos Gestores de Cliente que lhes poderão fornecer informação adicional ou mais detalhada.