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ALEMANHA: COVID-19

Conheça os constrangimentos, medidas de relançamento da economia e oportunidades de negócio na Alemanha decorrentes da COVID-19.

PRINCIPAIS CONSTRANGIMENTOS PARA AS EMPRESAS

  • O PIB voltou a recuar 1,8% no Q1 de 2021, já depois de recuo de 4,8% em 2020. Mas, desde abril que a taxa de desemprego está a baixar (5,7% em junho), se bem que mitigada em parte pelo lay-off. O Governo prevê um crescimento de 3,5% do PIB para 2021 e de 3,6% em 2022. A carteira de encomendas na indústria aumentou até março, tendo recuado 0,2% em abril. Neste mês, produção industrial baixou 1%, por falhas na cadeia logística.

  • O recuo da taxa de infeção permitiu uma reabertura do setor horeca, do turismo, com a realização condicionada de eventos com público. A 6/7, 39,9% da população tinha a vacinação completa e 57,1% a 1ª dose. Cresce o receio duma 4ª onda de infeções, provocada pelos variantes do vírus.

  • As empresas consolidam estratégias, dando particular atenção ao fortalecimento das cadeias de fornecimento. A indústria acusa o impacto das subidas de preços nas matérias-primas, das falhas nos serviços logísticos e escassez de micro-processadores. Não obstante, espera-se aumento acentuado do PIB no Q3 (8,7%).

  • Grande parte dos retalhistas do centro das cidades temem pela sua sobrevivência. O receio é particularmente acentuado no retalho de moda, no setor horeca e serviços semelhantes;

  • De 25/6 a 6/7 Portugal encontrava-se na lista de “áreas de variantes do vírus” e no 6/7 passou à lista de “alta incidência de risco”, que não obriga à quarantena de 14 dias, caso a pessoa a entrar no país seja portador de certificado de vacinação completa ou recuperada.

  • Desde março de 2020 que não se realizam feiras comerciais presenciais, edições digitais com resultados modestos. A esperança de retoma de eventos presenciais/híbridos a partir de setembro sofreu uma ligeira quebra, explicável pelo avanço da variante delta.

 

APOIO ÀS EMPRESAS NO MERCADO

O pacote de auxílio total à economia alemã situa-se acima de 1.135 mil milhões de euros (33% do PIB anual). Numa perspetiva plurianual, os auxílios atingem 40 % do PIB de 2019 (fonte Instituto Bruegel, 25/11/2020). Algumas das medidas mais relevantes:

  • Fundo de estabilização económica (€600 mil milhões): O Estado Federal assumiu posições acionistas na TUI, Lufthansa, IFT, Galeria Kaufhof-Karstadt, em estaleiros navais e em outras empresas estratégicas (ex: CureVac);

  • Plano Alemão de Recuperação e Resiliência negociado com a UE (€23,6 mil milhões);

  • Flexibilização do regime de trabalho temporário (semelhante ao regime de layoff português) até 31/12/2021, e assunção integral das responsabilidades sociais por parte do Estado;

  • Apoios financeiros diretos para empresas afetadas pelas consequências do confinamento;

  • Até ao 10/6/2021, o Estado Federal tinha aprovado apoios às empresas de € 105 mil milhões, para além de € 20 mil milhões previstas em 2021 para medidas de lay-off;

  • Redução do IVA na gastronomia de 19% para 7% até dezembro de 2022 (para a comida consumida).

CONSELHOS ÚTEIS ÀS EMPRESAS

Recomenda-se uma abordagem estratégica, estruturada e persistente do mercado alemão, que comporta mais oportunidades do que riscos:

  • Num contexto pós-Brexit e pós-COVID-19 o mercado germânico destaca-se ainda mais como o maior e mais estável no seio da União;

  • Acentua-se a vantagem de encurtar a distância de acesso ao mercado, através de presença produtiva, logística e comercial direta;

  • Tendência atual do aumento da procura de produtos europeus no contexto da consolidação das cadeias de fornecimento dos grandes grupos industriais alemães;

  • Exposição a sectores mais resilientes ao embate inicial e com procura sustentada, como seja o sector dos consumíveis e equipamentos hospitalares, indústria química e farmacêutica, energias renováveis e mobilidade;

  • Aposta na propriedade intelectual e na certificação dos produtos e serviços;

  • Transformação digital acelerada, capaz de catapultar as empresas para a dianteira da abordagem a mercados distantes e exigentes;

  • Aposta numa lógica de cluster nacional, evoluindo na cadeia de valor. Procurando exportar módulos ou soluções integradas, por oposição a produtos/serviços isoladamente de menor valor.

  • Aquisições oportunistas de empresas com forte presença no mercado alvo;

  • Reforçar e adaptar a presença futura em feiras/eventos promocionais, apostando na “nova realidade” (como p. ex. modelos “híbridos” e/ou exclusivamente virtuais).

SITES RELEVANTES

Nota: Tendo em conta o rápido desenvolvimento da pandemia COVID-19 e dos seus impactos na economia dos diversos países, a informação constante nesta página poderá não corresponder à totalidade da informação do mercado disponível e poderá ficar temporariamente desatualizada.

Última atualização: 15 de julho de 2021.

As empresas clientes da AICEP poderão contactar os respetivos Gestores de Cliente que lhes poderão fornecer informação adicional ou mais detalhada.