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ALEMANHA: COVID-19

Conheça os constrangimentos, medidas de relançamento da economia e oportunidades de negócio na Alemanha decorrentes da COVID-19.

PRINCIPAIS CONSTRANGIMENTOS PARA AS EMPRESAS

  • A pandemia provoca: queda acentuada de consumo (-6,1% em 2020), e taxa elevada do desemprego (6,2 %), contida em parte pelo lay-off. O Governo prevê um crescimento de 3% do PIB em 2021, após recuo de 5% em 2020. As encomendas na indústria aumentam desde o verão, mas com prazos de execução mais prolongados.
  • O Governo Federal pretende uniformizar as medidas do confinamento a aplicar em todas as regiões (ex: recolher obrigatório à noite). Aumenta a incerteza quanto às consequências da pandemia. A 19 de abril, 6,6% da população tinha completado a vacinação e 19,8% tinha levado a 1ª dose. Como pano de fundo também as eleições legislativas em setembro;
  • As empresas consolidam estratégias, com particular atenção às cadeias de fornecimento;
    A indústria transformadora já menos afetada, nos constrangimentos de resposta a encomendas, debate-se com subidas de preços nas matérias-primas e escassez de micro-processadores. Setor automóvel soma aos efeitos da pandemia as consequências da sua reestruturação. Mas, as OEM deste ramo anunciam recordes de vendas no 1º trim. 2021 (China) e anunciam planos de investimento (ex: fábricas de baterias).
  • Dois terços dos retalhistas do centro das cidades temem pela sua sobrevivência. O receio é particularmente acentuado no retalho de moda, no setor horeca e serviços semelhantes;
  • Algumas regiões de Portugal mantêm-se “regiões de risco” Algarve e Açores, desde 16/4, afetando assim as atividades de empresas portuguesas.
  • Desde março de 2020 que não se realizam feiras comerciais presenciais, edições digitais (Hannover Messe 2021, ITB 2021) com resultados modestos para participantes e organizadores.

APOIO ÀS EMPRESAS NO MERCADO

O pacote de auxílio total à economia alemã situa-se acima de 1.135 mil milhões de euros (33% do PIB anual). Numa perspetiva plurianual, os auxílios atingem 40 % do PIB de 2019 (fonte Instituto Bruegel, 25/11/2020). Algumas das medidas mais relevantes:

  • Fundo de estabilização económica (€600 mil milhões),: O Estado Federal assumiu posições acionistas na TUI, Lufthansa, IFT, Galeria Kaufhof-Karstadt, em estaleiros navais e em outras empresas estratégicas (ex: CureVac).
  • Plano Alemão de Recuperação e Resiliência em negociação com a UE (€23,6 mil milhões)
  • Flexibilização do regime de trabalho temporário (semelhante ao regime de layoff português) até 31/12/2021, e assunção integral das responsabilidades sociais por parte do Estado;
  • Apoios financeiros diretos para empresas afetadas pelas consequências do confinamento;
  • Apoios financeiros diretos para empresas afetadas pelas consequências do confinamento;
  • Até ao dia 15/4/2021, o Estado Federal já tinha aprovado apoios diretos às empresas num valor global de cerca de € 93 mil milhões, dos quais € 25 mil milhões para medidas de lay-off.
  • Redução do IVA na gastronomia de 19% para 7% até dezembro de 2022 (para a comida consumida).

CONSELHOS ÚTEIS ÀS EMPRESAS

Recomenda-se uma abordagem estratégica, estruturada e persistente do mercado alemão, que comporta mais oportunidades do que riscos:

  • Num contexto pós-Brexit e pós-COVID-19 o mercado germânico destaca-se ainda mais como o maior e mais estável no seio da União;
  • Acentua-se a vantagem de encurtar a distância de acesso ao mercado, através de presença produtiva, logística e comercial direta;
  • Tendência atual do aumento da procura de produtos europeus no contexto da consolidação das cadeias de fornecimento dos grandes grupos industriais alemães;
  • Exposição a sectores mais resilientes ao embate inicial e com procura sustentada, como seja o sector dos consumíveis e equipamentos hospitalares, indústria química e farmacêutica, energias renováveis e mobilidade;
  • Aposta na propriedade intelectual e na certificação dos produtos e serviços;
  • Transformação digital acelerada, capaz de catapultar as empresas para a dianteira da abordagem a mercados distantes e exigentes;
  • Aposta numa lógica de cluster nacional, evoluindo na cadeia de valor. Procurando exportar módulos ou soluções integradas, por oposição a produtos/serviços isoladamente de menor valor.
  • Aquisições oportunistas de empresas com forte presença no mercado alvo;
  • Reforçar e adaptar a presença futura em feiras/eventos promocionais, apostando na “nova realidade” (como p. ex. modelos “híbridos” e/ou exclusivamente virtuais).

SITES RELEVANTES

Nota: Tendo em conta o rápido desenvolvimento da pandemia COVID-19 e dos seus impactos na economia dos diversos países, a informação constante nesta página poderá não corresponder à totalidade da informação do mercado disponível e poderá ficar temporariamente desatualizada.

Última atualização: 26 de abril de 2021.

As empresas clientes da AICEP poderão contactar os respetivos Gestores de Cliente que lhes poderão fornecer informação adicional ou mais detalhada.