COVID-19: PERGUNTAS FREQUENTES

Respostas às perguntas frequentes sobre as medidas excecionais e temporárias para as empresas relativas à situação epidemiológica do novo Coronavírus COVID-19.

APOIO ÀS EMPRESAS

1. Quais as medidas aprovadas de apoio às empresas?

O Governo aprovou várias medidas destacando-se as adotadas no âmbito do sistema de incentivos Portugal 2020, dos seguros de crédito à exportação com garantias do Estado, de apoio financeiro às empresas, de natureza fiscal e contributiva, destinadas à manutenção dos postos de trabalho e uma moratória para os créditos bancários.

2. Quais as medidas aprovadas no âmbito do Portugal 2020?

A RCM n.º 10-A/2020, de 13 de março, com a alteração efetuada pela RCM n.º 11-A/2020, de 23 de março, determina:

  • Liquidação dos incentivos deve ocorrer no mais curto prazo possível após os pedidos de pagamento apresentados pelas empresas, podendo ser efetuados, no limite, a título de adiantamento, sendo estes posteriormente regularizados com o apuramento do incentivo a pagar pelo organismo intermédio/organismo pagador sem qualquer formalidade para os beneficiários.
  • O diferimento por um período de 12 meses das prestações do plano de reembolsos contratado, com prestações a vencerem-se entre 12 de março e 30 de setembro de 2020, aplicado de forma automática aos projetos com incentivo reembolsável atribuídos no âmbito do QREN ou do PT2020.

    O diferimento aplica-se ainda:

    I. Aos planos de regularização acordados com prestações vincendas entre 12 de março e 30 de setembro;

    II. No âmbito dos projetos do QCA III, aos planos de reembolso em vigor, relativamente aos contratos com prestações a vencerem-se entre 12 de março e 30 de setembro de 2020.

    Assim, a todas as prestações daquele período e subsequentes será aplicado um diferimento de 12 meses às datas de vencimento inicialmente contratualizadas.
  • As despesas comprovadamente suportadas pelos beneficiários em iniciativas ou ações canceladas ou adiadas por razões relacionadas com a COVID-19, previstas em projetos aprovados pelo Portugal 2020 ou outros programas operacionais, nomeadamente nas áreas da internacionalização, são elegíveis para reembolso.
  • Os impactos negativos decorrentes da COVID-19 que deem lugar à insuficiente concretização de ações ou metas, podem ser considerados motivos de força maior não imputáveis aos beneficiários na avaliação dos objetivos contratualizados no âmbito dos sistemas de incentivos do Portugal 2020.

Foi entretanto publicada a Orientação Técnica n.º 1/2020, de 23 de março, alterada a 17 de abril (Orientação Técnica nº. 1/2020 – 1ª alteração), que tem por objetivo clarificar o âmbito e aplicação destas medidas(ver 2.1 a 2.5).

Por sua vez, o DL n.º 10-L/2020, de 26 de março, veio alterar as regras gerais de aplicação dos fundos europeus estruturais e de investimento, de forma a permitir a antecipação dos pedidos de pagamento, no que diz respeito a saldos.

A 18 de abril, o Governo criou dois Sistemas de Incentivos a fundo perdido (Inovação; I&D e Upscaling), cujo período de candidaturas decorre entre 20 de abril e 29 de maio de 2020, tendo anunciado a 2 de abril um novo sistema de incentivos, a fundo perdido, para microempresas, cujo início das candidaturas está previsto para 11 de maio (ver 2.7).

2.1. Qual o âmbito de aplicação dessas medidas?

As medidas previstas na RCM n.º 10-A/2020, de 13 de março abrangem não só os projetos aprovados no âmbito do sistema de incentivos do Portugal 2020, mas também os projetos encerrados no âmbito do sistema de incentivos do QREN e do QCA III com planos de reembolso ativos (ponto 2 da OT n.º 1/2020).

2.2. Quais as regras para a aceleração do pagamento de incentivos às empresas?

Destaca-se a determinação para que, sempre que se encontrem já ultrapassados os prazos de pagamento no âmbito de pedidos de reembolso de incentivo apresentados pelas empresas ou que, por motivos não imputáveis ao beneficiário se entenda não vir a ser possível cumprir os prazos estabelecidos, as Autoridades de Gestão (AG) ou os Organismos intermédios (OI) deverão emitir um adiantamento associado à despesa apresentada nos pedidos de pagamento, o qual somado com os pagamentos anteriores não poderá exceder 95% do incentivo total aprovado ou apurado em função do grau de execução do projeto (ponto 3.1 da OT n.º 1/2020).

A libertação deste adiantamento será efetuada após verificação das condições consideradas indispensáveis para o pagamento, sendo que o mesmo será posteriormente regularizado pela AG ou pelo OI sem necessidade de submissão de novo pedido pelo beneficiário, em prazo não superior a 60 dias úteis.

Saliente-se que a aplicação desta medida não implica a apresentação de qualquer pedido específico pela empresa beneficiária, decorrendo simplesmente do processo de análise aos pedidos de pagamento por parte da AG ou do OI.

2.3. Quais as regras para o diferimento das prestações de incentivos reembolsáveis?

Os projetos com incentivos reembolsáveis atribuídos no âmbito do QREN ou do PT2020 com prestações a vencerem-se entre 12 de março e 30 de setembro de 2020 terão um diferimento automáticopor um período de 12 meses, das prestações do plano de reembolsos contratado, sem encargos de juros ou penalidades para as empresas beneficiárias (ponto 3.2 da OT n.º 1/2020).

Este diferimento de 12 meses das prestações vincendas até 30 de setembro de 2020 e subsequentes aplica-se ainda aos planos de regularização acordados com prestações vincendas entre 12 de março e 30 de setembro, bem como como, no caso dos projetos do QCA IIIaos planos de reembolsos em vigor, relativamente aos contratos com prestações a vencerem-se entre 12 de março e 30 de setembro.

Saliente-se que a aplicação desta medida não implica a apresentação de qualquer pedido, devendo a empresa beneficiária aguardar pela comunicação do diferimento por parte do respetivo OI.

2.4. Quais as regras para o reembolso das despesas suportadas em ações canceladas ou adiadas?

As despesas comprovadamente suportadas pelos beneficiários (deduzidas dos eventuais montantes recuperados junto de fornecedores, bem como de qualquer tipo de indeminização proveniente de seguro ou outro tipo de cobertura de risco) em iniciativas ou ações canceladas ou adiadas por razões relacionadas com a COVID-19, previstas em projetos do Portugal 2020, nomeadamente nos incentivos à Internacionalização PME e à Formação Profissional, serão elegíveis para reembolso (ponto 3.3 da OT n.º 1/2020).

Para que possam beneficiar da medida, aquando da submissão de pedidos de pagamento, os beneficiários deverão apresentar os comprovativos do cancelamento ou adiamento pelas entidades organizadoras dos eventos/ iniciativas/ ações de formação cancelados ou adiados (situações que decorreram de decisões de terceiros), ou fundamentação da decisão de não realizar outras atividades/ ações/ investimentos previstos nos projetos, nomeadamente em razão das recomendações das autoridades sanitárias para contenção/ limitação das viagens internacionais (situações que decorreram de decisões dos próprios).

Nos casos em que estejam ainda em curso processos de recuperação de montantes pagos ou de pedidos de indemnização, deverão os beneficiários, aquando da submissão dos pedidos de pagamento, assinalar essas situações para que possam ser avaliadas pelo OI.

2.5. Quais as regras para a reprogramação de projetos?

Tal como estabelecido na RCM n.º 10-A/2020, de 13 de março, os impactos negativos decorrentes da COVID-19 que deem lugar à insuficiente concretização de ações, de indicadores ou de metas, na avaliação dos objetivos contratualizados no âmbito do sistema de incentivos às empresas do Portugal 2020 podem ser considerados motivos de força maior não imputáveis aos beneficiários.

O ponto 3.4 da OT n.º 1/2020 veio estabelecer que:

Projetos em fase de investimento

A pedido expresso das entidades beneficiárias (formalizado no Balcão2020/PAS), podem ser aceites alterações ou ajustamentos ao nível de:

a. Configuração dos planos de investimento, no quadro das regras de elegibilidade vigentes e que mantenham os objetivos subjacentes aos projetos;

b. Calendário de realização dos investimentos, admitindo-se a fixação de uma calendarização compatível com as novas expetativas para a realização do projeto, sem qualquer penalidade;

c. Resultados contratados, nomeadamente no que diz respeito aos indicadores de realização e de resultados associados aos projetos e ao valor das metas aprovadas relacionadas com objetivos de criação de postos de trabalho, volume de negócios, nacional e internacional e valor acrescentado bruto;

d. Momento de avaliação dos resultados, o qual é ajustado em função do novo calendário de realização do projeto, nos termos da alínea b).

Caso a entidade beneficiária considere que a continuidade do projeto está já irremediavelmente comprometida ou acarreta um nível de risco financeiro incomportável, poderá apresentar desistência do mesmo e posteriormente candidatar-se a um novo concurso, sem qualquer penalização.

Projetos física e financeiramente concluídos

A pedido expresso das entidades beneficiárias (formalizado no Balcão2020/PAS), podem ser aceites alterações ou ajustamentos ao nível de:

a. Valores das metas aprovadas relacionadas com objetivos de criação de postos de trabalho, volume de negócios, nacional e internacional e valor acrescentado bruto;

b. Momento de avaliação dos resultados, admitindo-se a prorrogação do ano cruzeiro por mais um ano, por motivos de força maior.

Os pedidos neste âmbito devem ser acompanhados da fundamentação relativa às alterações ou ajustamentos solicitados, devendo ser evidenciados os impactos negativos decorrentes da COVID-19 para a empresa beneficiária que os justifiquem por consequência de circunstâncias supervenientes.

Tendo em consideração que os impactos dos motivos de força maior podem não ser suscetíveis de ser devidamente apurados/quantificados no imediato, recomenda-se que os pedidos de alterações/ajustamentos sejam apenas formalizados após o regresso à situação prevalecente antes da ocorrência desses impactos.

O processo de avaliação e decisão destes pedidos terá caráter prioritário, sendo concluído no prazo de 35 dias úteis, salvo se estiver dependente de algum elemento fundamental à adoção da decisão por motivo imputável ao beneficiário.

2.6. Foram criados novos Sistemas de Incentivos no contexto da COVID-19?

Sim, o Governo criou vários Sistemas de Incentivos a fundo perdido.

1. Sistemas de Incentivos COVID-19 – SEM CANDIDATURAS ABERTAS NO MOMENTO.

Sistema de Incentivos à Inovação Produtiva no contexto da COVID-19

Este Sistema de Incentivos visa apoiar empresas que pretendam estabelecer, reforçar ou reverter as suas capacidades de produção de bens e serviços destinados a combater a pandemia da COVID-19, incluindo a construção e a modernização de instalações de testes e ensaios dos produtos relevantes da COVID-19 (Portaria n.º 95/2020, de 18 de abril).

Sistema de Incentivos a Atividades de Investigação e Desenvolvimento e ao Investimento em Infraestruturas de Ensaio e Otimização (upscaling) no contexto da COVID-19

Este Sistema de Incentivos visa apoiar as atividades de investigação e desenvolvimento (I&D) pertinentes no contexto do combate do COVID-19 e as infraestruturas de ensaio e otimização (upscaling) que contribuam para desenvolver produtos relevantes para fazer face à COVID-1919 (Portaria n.º 96/2020, de 18 de abril).

Para mais informações contactar: AICEP, no caso de grandes projetos de investimento, e, nos restantes casos, IAPMEI.

2. Sistema de Incentivos "Programa ADAPTAR" – SEM CANDIDATURAS ABERTAS NO MOMENTO.

Com a declaração do estado de calamidade e reabertura de várias atividades económicas a partir de 4 de maio, com regras de funcionamento e condições de higiene próprias para estas e outras atividades que já eram expressamente autorizadas, foi criado um sistema de incentivos, à adaptação da atividade empresarial ao contexto da doença COVID-19 (DL n.º 20-G/2020, de 14 de maio, alterado pelo DL n.º 103/2020, de 15 de dezembro).

Este sistema de incentivos visa apoiar as micro e as pequenas e médias empresas no esforço de adaptação e de investimento nos seus estabelecimentos, ajustando os métodos de organização do trabalho e de relacionamento com clientes e fornecedores às novas condições de contexto da pandemia da doença COVID-19, garantindo o cumprimento das normas estabelecidas e das recomendações das autoridades competentes. Neste momento não existem candidaturas abertas.

Atendendo à evolução da situação epidemiológica e tendo sido adotadas novas medidas e restrições com vista à prevenção e resposta à pandemia, o Governo entendeu como necessária a proteção dos beneficiários que fiquem impedidos de concluir, até 31 de dezembro de 2020, os seus projetos com candidaturas já aprovadas ao abrigo das linhas de incentivo ADAPTAR MICRO e ADAPTAR PME. Nesta sequência, a duração máxima de execução dos projetos apoiados foi alargada de seis para nove meses, a contar da data de notificação da decisão favorável, tendo como data limite 31 de março de 2021 (DL n.º 103/2020, de 15 de dezembro, que altera o DL n.º 20-G/2020, de 14 de maio).

Para mais informações contactar: Turismo de Portugal, no caso de projetos de empresas do setor do turismo, e, nos restantes casos, IAPMEI.

3. Sistema de Incentivos "Programa APOIAR"

A RCM n.º 101/2020, de 20 de novembro, cujo âmbito foi alargado pela RCM n.º 114/2020, de 30 de dezembro e pela RCM n.º 4-A/2021, de 15 de janeiro, aprovou o lançamento, operacionalização e monitorização de um conjunto de novos instrumentos de apoio à tesouraria/liquidez das empresas, no âmbito da Covid-19., entre os quais, um apoio de tesouraria, sob a forma de subsídio a fundo perdido, dirigido a empresas que atuem nos setores particularmente afetados pelas medidas excecionais aprovadas no contexto da COVID-19.

Este apoio, financiado numa primeira fase por fundos europeus e posteriormente reforçado por outras fontes de financiamento nomeadamente nacionais, foi concretizado através da Portaria n.º 271-A/2020, de 24 de novembro, alterada pela Portaria n.º 15-B/2021, de 15 de janeiro, que regulamenta o Programa Apoiar, estruturado em quatro medidas para empresas dos setores do comércio; alojamento, restauração e similares; atividades culturais; e outras atividades de serviços particularmente afetadas pelas medidas de combate à pandemia, que tenham sofrido quebras de faturação de, pelo menos, 25% em 2020:

  • O “Apoiar.PT”, dirigido a micro, PME e empresas com mais de 250 trabalhadores, cujo volume anual de faturação não exceda os 50M€.
  • O “Apoiar Restauração”, dirigido às PME e empresas com mais de 250 trabalhadores, cujo volume anual de faturação não exceda os 50M€, como reforço para compensar as perdas sofridas nos fins-de semana de recolher obrigatório, imposto pelo Estado de Emergência em vigor entre 09.11.2020 e 15.01.2021.
  • O “Apoiar + Simples”, dirigido a empresários em nome individual (ENI) sem contabilidade organizada com trabalhadores a cargo.
  • O “Apoiar Rendas”, procura mitigar os impactos que as rendas não habitacionais têm ao nível das despesas fixas dos operadores económicos e é um apoio complementar às demais soluções legislativas já existentes (ver FAQ 8).

A 25 de novembro de 2020, foram abertas candidaturas para o “Apoiar.PT” (micro e pequenas empresas) e “Apoiar Restauração” (micro e PME) nas condições iniciais estabelecidas na Portaria n.º 271-A/2020, de 24 de novembro (AVISO n.º 20/SI/2020). As alterações decorrentes da Portaria n.º 15-B/2021, de 15 de janeiro, só serão implementadas após a publicação dos respetivos avisos, pelo que, se a candidatura só tiver enquadramento no âmbito das alterações efetuadas, o interessado deve aguardar pela publicação dos avisos (consultar alterações e datas a partir das quais serão publicados os novos avisos no site do IAPMEI).

Para mais informação contatar o Turismo de Portugal quanto aos setores relacionados com o turismo, restauração e algumas atividades culturais (ex, museus, teatro, dança, etc) e o IAPMEI, nos restantes casos (ver Anexo A).

3. Quais as medidas aprovadas para os seguros de crédito à exportação?

A RCM n.º 10-A/2020, de 13 e março, cometeu ao Ministro de Estado e das Finanças a determinação dos seguintes aumentos, relativamente aos seguros de crédito à exportação com garantias de Estado da responsabilidade da COSEC, no âmbito do apoio à diversificação de clientes, em particular para mercados fora da União Europeia:

  • De 100 milhões de euros para 200 milhões de euros: para os plafonds da linha de seguro de crédito com garantias do Estado para os setores metalúrgicos, metalomecânico e moldes.
  • De 100 milhões de euros para 200 milhões de euros: para a linha de seguro de caução para obras no exterior, outros fornecimentos, com garantias do Estado.
  • De 250 milhões de euros para 300 milhões de euros: para o plafond da linha de seguro de crédito à exportação de curto prazo.

Por sua vez, a Comissão Europeia publicou a Comunicação n.º 2020/C101I/01, de 28 de março, segundo a qual todos os países excluídos da cobertura do Seguro de Crédito à Exportação de Curto Prazo com garantia do Estado passam a estar temporariamente cobertos pelo mesmo até 31 de dezembro de 2020. Este prazo foi prorrogado até 30 de junho de 2021 através da Comunicação n.º 2020/C340I/01, de 13 de outubro. Os países em causa são: todos os países da União Europeia, a Austrália, o Canadá, os EUA, a Islândia, o Japão, a Noruega, a Nova Zelândia, o Reino Unido e a Suíça.

Nesta sequência, em junho de 2020, o Estado português protocolou com quatro operadores de seguro de crédito em Portugal, tomando em linha de conta a sua quota de mercado, a concessão de uma cobertura adicional garantida pelo Estado no valor global de 750M€, que abrange operações de exportação realizadas para a União Europeia e países desenvolvidos da OCDE que se realizem até 31 de dezembro de 2020 («FACILIDADE CURTO PRAZO OCDE 2020»): COSEC (com um valor de €394,5 milhões); Crédito & Caución (com um valor de €194,25 milhões); COFACE, S.A. (com um valor de € 90 milhões); e CESCE, S.A. (com um valor de €71,25 milhões).

Já em janeiro de 2021, através do Despacho n.º 669/2021, o Governo prorrogou a validade desta cobertura adicional garantida pelo Estado até 30 de junho de 2021, redenominando a mesma para «EXPORTAÇÃO SEGURA 2021» e alterando os termos e condições da Ficha Técnica do produto.

Para mais informações sobre os seguros de crédito à exportação com garantia do Estado os empresários devem contactar a COSEC, através do e-mail: scge@cosec.pt, a Crédito & Caución, a COFACE, S.A. e a CESCE, S.A. (estas três últimas apenas para o produto «EXPORTAÇÃO SEGURA 2021»).

Nesta matéria chama-se, ainda, à atenção para as recomendações para exportar em segurança nos Seguros de Créditos com Garantia do Estado que a COSEC lançou no respetivo site.

Por último, cumpre destacar que no final do ano de 2020, em concretização da autorização legislativa incluída na Lei do Orçamento do Estado para 2020, foi aprovada a isenção de imposto do selo sobre as apólices de seguros de crédito à exportação, incluindo os que assumem a forma de seguros de crédito financeiros, concedidos com ou sem garantia do Estado, e sobre as apólices de seguros caução na ordem externa, concedidos com ou sem garantia do Estado, bem como as garantias bancárias na ordem externa, atendendo a que, em substância, são produtos financeiros em tudo idênticos aos seguros (DL n.º 109/2020, de 31 de dezembro).

4. Quais as medidas aprovadas quanto a linhas de crédito ou de apoio?

Multisectorial

1. Programa Apoiar

A RCM n.º 101/2020, de 20 de novembro, cujo âmbito foi alargado pela RCM n.º 114/2020, de 30 de dezembro e pela RCM n.º 4-A/2021, de 15 de janeiro, aprovou o lançamento, operacionalização e monitorização de um conjunto de novos instrumentos de apoio à tesouraria/liquidez das empresas, no âmbito da Covid-19, onde se inclui o Programa Apoiar.

O Programa Apoiar é um apoio de tesouraria, sob a forma de subsídio a fundo perdido para apoio imediato, dirigido a empresas que atuem nos setores do comércio; alojamento, restauração e similares; atividades culturais; e outras atividades de serviços particularmente afetadas pelas medidas excecionais aprovadas no contexto da COVID-19 (ver Anexo A), que tenham sofrido quebras de faturação de, pelo menos, 25% em 2020.

Regulamentado pela Portaria n.º 271-A/2020, de 24 de novembro, alterada pela Portaria n.º 15-B/2021, de 15 de janeiro, encontra-se estruturado em quatro medidas (i) “Apoiar.PT”, dirigido a micro, PME e empresas com mais de 250 trabalhadores, cujo volume anual de faturação não exceda os 50M€; (ii) “Apoiar Restauração”, dirigido às PME e empresas com mais de 250 trabalhadores, cujo volume anual de faturação não exceda os 50M€, como reforço para compensar as perdas sofridas nos fins-de semana de recolher obrigatório imposto pelo Estado de Emergência em vigor entre 09.11.2020 e 15.01.2021; (iii) “Apoiar + Simples”, dirigido a empresários em nome individual (ENI) sem contabilidade organizada com trabalhadores a cargo; e (iv) “Apoiar Rendas”, procura mitigar os impactos que as rendas não habitacionais têm ao nível das despesas fixas dos operadores económicos e é um apoio complementar às demais soluções legislativas já existentes (ver FAQ 8).

A 25 de novembro de 2020, foram abertas candidaturas para o “Apoiar.PT” (micro e pequenas empresas) e “Apoiar Restauração” (micro e PME) nas condições iniciais estabelecidas na Portaria n.º 271-A/2020, de 24 de novembro (AVISO n.º 20/SI/2020). As alterações decorrentes da Portaria n.º 15-B/2021, de 15 de janeiro, só serão implementadas após a publicação dos respetivos avisos, pelo que, se a candidatura só tiver enquadramento no âmbito das alterações efetuadas, o interessado deve aguardar pela publicação dos avisos (consultar alterações e datas a partir das quais serão publicados os novos avisos no site do IAPMEI).

Para mais informação contatar o Turismo de Portugal quanto aos setores relacionados com o turismo, restauração e algumas atividades culturais (ex, museus, teatro, dança, etc) e o IAPMEI, nos restantes casos (ver Anexo A).


2. Linhas de Crédito a lançar pelo Banco Português de Fomento

A RCM n.º 101/2020, de 20 de novembro, e a RCM n.º 114/2020, de 30 de dezembro, aprovaram o lançamento, operacionalização e monitorização de um conjunto de novos instrumentos de apoio à tesouraria/liquidez das empresas, no âmbito da Covid-19, designadamente:

  • Linha de Apoio à Economia COVID 19 “Empresas Exportadoras da Indústria e do Turismo” (1050M€ – ABERTURA DE CANDIDATURAS A 18.01.2021, em vigor até 30.06.2021) – linha de crédito de apoio à tesouraria das empresas do setor industrial exportador e do sector do turismo, fortemente afetadas pela pandemia, com possibilidade de 20% do crédito concedido ser convertido em crédito a fundo perdido em caso de manutenção de postos de trabalho (documento de divulgação).
  • Linha de Apoio à Economia COVID 19 “Montagem de Eventos” (50M€ – ABERTURA DE CANDIDATURAS A 18.01.2021, em vigor até 30.06.2021) – linha de crédito dirigida a micro, pequenas, médias empresas e Mid Cap que desenvolvem o essencial da sua atividade no fornecimento de serviços e bens para apoio à realização de eventos culturais, festivos, desportivos ou corporativos, com a possibilidade de 20 % do crédito concedido ser convertido em crédito a fundo perdido, em caso de manutenção de postos de trabalho (documento de divulgação).
  • Linha de Apoio à Economia COVID 19 “Mid Cap e Grandes Empresas” (750M€ – AINDA NÃO OPERACIONALIZADA PELO BPF) – linha de crédito dirigida aos setores particularmente afetados pela crise sanitária, com a possibilidade de conversão parcial em crédito a fundo perdido mediante a manutenção dos postos de trabalho.
  • Linha de Apoio à Economia COVID 19 “Micro e Pequenas Empresas” (750M€ – AINDA NÃO OPERACIONALIZADA PELO BPF) – decorre do artigo 185.º do Orçamento do Estado para 2021, que se trata de uma linha de apoio à tesouraria destinada a providenciar crédito a micro e pequenas empresas e que deverá ser criada e regulamentada no primeiro trimestre de 2021.

MEDIDAS DE APOIO À ECONOMIA E AO EMPREGO – 14.01.2021


Sector Indústria Exportadora

Com a publicação da RCM n.º 101/2020, de 20 de novembro, e da RCM n.º 114/2020, de 30 de dezembro, foi aprovado o lançamento da Linha de Apoio à Economia COVID-19 “Empresas Exportadoras da Indústria e do Turismo”, com uma dotação global de 1050M€.

Esta linha de crédito tem por objetivo principal apoiar a tesouraria das empresas no sentido do apoio ao emprego e é cumulativa com as anteriores linhas a que as empresas já possam ter tido acesso. O valor máximo de financiamento não está elencado à dimensão das empresas mas sim ao número de postos de trabalho permanentes, massa salarial e volume de negócio. Com a comprovação da manutenção dos postos de trabalhos permanentes durante 12 meses e havendo plafond ao nível das ajudas de Estado para esta tipologia específica de subvenção, poderá haver lugar a uma conversão de até 20% do empréstimo em valor não reembolsável.

ABERTURA DE CANDIDATURAS A 18.01.2021, vigência até 30.06.2021.

As empresas devem apresentar o pedido de financiamento/ candidatura à Linha de Apoio junto da banca comercial. Para mais informações consultar o documento de divulgação no site do Banco Português do Fomento.


Setor do Turismo | Restauração

No setor do turismo foram criados diversos apoios específicos para o setor.

Destacam-se a Linha de Apoio à Tesouraria para Micro e Pequenas Empresas do Turismo (100M€), cujas candidaturas devem ser apresentadas junto do Turismo de Portugal, bem como a Linha de Apoio à Economia COVID 19 “Empresas Exportadoras da Indústria e do Turismo” (1050M€), em vigor até 30.06.2021, para micro e PME, incluindo empresários em nome individual (ENI), assim como small mid cap e mid cap (empresas de pequena-média capitalização, que empregam até 500 trabalhadores e média capitalização que empregam até 3000), cujas candidaturas devem ser efetuadas junto da banca comercial e foram abertas a 18.01.2021.

Por outro lado, as empresas deste setor têm, ainda, à sua disposição o Programa Apoiar, regulamentado pela Portaria n.º 271-A/2020, de 24 de novembro, alterada pela Portaria n.º 15-B/2021, de 15 de janeiro, nas suas quatro vertentes (i) “Apoiar.PT”, (ii) “Apoiar Restauração”, (iii) “Apoiar + Simples”; e (iv) “Apoiar Rendas”, que abrange CAE’s não só do setor da restauração e similares mas também de alojamento e outras atividades turísticas, da cultura (ex: teatro, música, dança, museus) e do desporto (ver Anexo A e B).

No que diz respeito ao Programa Apoiar, a 25 de novembro de 2020, foram abertas candidaturas para o “Apoiar.PT” (micro e pequenas empresas) e “Apoiar Restauração” (micro e PME) nas condições iniciais estabelecidas na Portaria n.º 271-A/2020, de 24 de novembro (AVISO n.º 20/SI/2020). As alterações decorrentes da Portaria n.º 15-B/2021, de 15 de janeiro, só serão implementadas após a publicação dos respetivos avisos, pelo que, se a candidatura só tiver enquadramento no âmbito das alterações efetuadas, o interessado deve aguardar pela publicação dos avisos (consultar alterações e datas a partir das quais serão publicados os novos avisos no site do IAPMEI).

Para mais informação sobre a Linha de Crédito de Apoio à Tesouraria para as Micro e Pequenas Empresas do Turismo e Programa Apoiar (setor do turismo) as empresas devem contatar o Turismo de Portugal, informações sobre a Linha de Apoio à Economia COVID-19 “Empresas Exportadoras da Indústria e do Turismo” devem ser obtidas junto da banca comercial.


Feirantes e Empresas Itinerantes de Diversão e Restauração

Com o objetivo de mitigar os efeitos resultantes do presente contexto pandémico, foi publicada a 13 de agosto de 2020, a Lei n.º 34/2020, que aprovou um regime de apoio à retoma e dinamização da atividade dos feirantes e empresas de diversão e da restauração itinerantes, o qual prevê o acesso a uma linha de crédito com juros reduzidos, além de determinar a integração destes operadores económicos no programa «Adaptar 2.0».

Por sua vez, a Portaria n.º 255-A/2020, de 27 de outubro, veio regulamentar várias matérias previstas na Lei n.º 34/2020, tais como a flexibilização do pagamento dos prémios de seguro, a extensão da validade de seguros e dos certificados de inspeção. Para mais informações sobre esta matéria os interessados devem contatar a Direção-Geral das Atividades Económicas.


Sector das Artes / Cultura

No setor das artes também foram adotadas diversas medidas, tais como:

  • Aprovação das regras aplicáveis ao reagendamento ou cancelamento de espetáculos não realizados entre os dias 28 de fevereiro de 2020 e 31 de março de 2021 (DL n.º 10-I/2020, de 26 de março).
  • Criação do Programa Apoiar (Portaria n.º 271-A/2020, de 24 de novembro, alterada pela Portaria n.º 15-B/2021, de 15 de janeiro) que nas suas três vertentes (i) “Apoiar.PT”, (ii) “Apoiar + Simples” e (iii) “Apoiar Rendas”, constitui um apoio à tesouraria das empresas dos setores mais afetados pela pandemia COVID-19, incluindo atividades culturais (teatro, música, dança, bibliotecas, museus, edição de livros, etc – ver Anexo A). A 25 de novembro de 2020, foram abertas candidaturas para o “Apoiar.PT” (micro e pequenas empresas) e “Apoiar Restauração” (micro e PME) nas condições iniciais estabelecidas na Portaria n.º 271-A/2020 (AVISO n.º 20/SI/2020). As alterações decorrentes da Portaria n.º 15-B/2021, de 15 de janeiro, só serão implementadas após a publicação dos respetivos avisos (consultar alterações e datas a partir das quais serão publicados os novos avisos no site do IAPMEI). Para mais informação sobre este apoio os interessados devem contactar IAPMEI ou o Turismo de Portugal consoante a atividade económica em causa (ver Anexo A).
  • Criação de um apoio a fundo perdido para as entidades que explorem salas de espetáculos ao vivo e de cinema independente e a produtores, promotores e agentes de espetáculos artísticos, com o compromisso de programação, que pode ser executada em contextos físicos ou digitais (RCM n.º 4-A/2021, de 15 de janeiro).
  • Criação de um apoio a fundo perdido destinado a pessoas singulares e entidades de todos os setores artísticos, para programação cultural, que pode abranger apresentações físicas ou digitais, e respetiva remuneração do trabalho artístico e técnico, que considere as restrições na atividade das áreas artísticas e culturais decorrentes do contexto do surto epidemiológico (RCM n.º 4-A/2021, de 15 de janeiro).
  • Outras medidas de apoio à cultura, que incluem programas de apoio às pequenas e médias editoras e livrarias independentes, bem como um programa de apoio ao trabalho artístico e cultural, destinado às artes performativas, visuais, de cruzamento disciplinar e à exibição alternativa de cinema, apresentadas a 14.01.2021.

Para mais informações sobre medidas de apoio ao setor contactar a Direção-Geral das Artes.


Realização de Eventos

Não se enquadrando no setor do turismo ou da cultura trata-se de um setor de suporte que se encontra em dificuldades devido à inatividade provocada pela pandemia. Neste sentido, no âmbito da RCM n.º 101/2020, de 20 de novembro, o Governo aprovou o lançamento, operacionalização e monitorização de uma linha de crédito no valor de 50M€ para micro, pequenas, médias empresas e Mid Cap que desenvolvem o essencial da sua atividade no fornecimento de serviços e bens para apoio à realização de eventos culturais, festivos, desportivos ou corporativos, sendo que 20% desse montante poderá passar a crédito a fundo perdido caso empresas mantenham o emprego em 2021. As candidaturas a esta linha de apoio devem ser efetuadas junto da banca comercial e encontram-se abertas desde 18.01.2021. Para mais informações consultar o documento de divulgação no site do Banco Português do Fomento.


Setor da Floricultura

Através do Decreto-Lei n.º 80/2020, de 2 de outubro, foi criada uma linha de crédito no montante global de 20 milhões de euros, com juros bonificados a 80%, a conceder pelo prazo máximo de quatro anos, dirigida aos produtores de flores de corte e plantas ornamentais.

Este crédito é concedido sob a forma de empréstimo reembolsável pelas instituições de crédito ou demais entidades habilitadas por lei à concessão de crédito que celebrem protocolo com o Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas, I. P.

Para mais informações sobre esta linha de crédito, incluindo as CAE’s elegíveis, consultar o site do IFAP, I.P.. Os beneficiários devem contatar a sua instituição de crédito para proceder à constituição do processo de candidatura.

5. Quais as medidas aprovadas para a continuidade do emprego?

Através do DL n.º 10-G/2020, de 26 de março, do DL n.º 27-B/2020, de 19 de junho e do DL n.º 46-A/2020, de 30 de julho foram criadas diversas medidas com vista à manutenção dos postos de trabalho.

Assim, em situação de crise empresarial, os referidos diplomas colocaram à disposição do empregador as seguintes medidas de apoio:

MEDIDAS DE APOIO À ECONOMIA E AO EMPREGO – 14.01.2021 – Aprovadas através do DL n.º 6-C/2021, de 15 de janeiro, que altera os diplomas base, o DL n.º 10-G/2020, de 26 de março e do DL n.º 46-A/2020, de 30 de julho.

Para além destas medidas, o Governo reforçou os meios e os poderes da Autoridade para as Condições do Trabalho, que passa a ter poderes para suspender despedimentos com indícios de ilegalidade (violação dos artigos 381.º, 382.º, 383.º ou 384.º do CT) até à regularização da situação do trabalhador ou ao trânsito em julgado da decisão judicial. Durante a suspensão do despedimento o contrato de trabalho em causa não cessa, mantendo-se todos os direitos das partes, nomeadamente o direito à retribuição, bem como as inerentes obrigações perante o regime geral de segurança social (artigo 8.º-C da Lei n.º 1-A, de 19 de março).

6. Quais as medidas fiscais e contributivas adotadas?

Desde o início da pandemia, têm sido adotadas diversas medidas fiscais, entre as quais se destacam:

  • Flexibilização de pagamentos - A 15 de dezembro de 2020, foi publicada uma alteração ao DL n.º 10-F/2020, de 26 de março, que flexibilizou o pagamento do IVA no primeiro semestre de 2021 (artigo 9.º-B), podendo o mesmo ser efetuado em 3 ou 6 prestações mensais, de valor igual ou superior a €25, sem juros. No regime mensal do IVA só podem beneficiar desta flexibilização os sujeitos passivos com um volume de negócios até 2M€ em 2019 (ou que tenham iniciado ou reiniciado a atividade a partir de 1 de janeiro de 2020) que demonstrem uma diminuição na faturação comunicada através do e-fatura de, pelo menos, 25 % na média mensal do ano civil completo de 2020 face ao período homólogo do ano anterior.
  • Prorrogação dos prazos de cumprimento de diversas obrigações fiscais – Com o objetivo de conferir previsibilidade para os cidadãos e empresas procedeu-se à adaptação de um calendário fiscal num horizonte temporal mais alargado através do Despacho n.º 437/2020-XXII, do SEAAF, de 9 de novembro, que veio ajustar o calendário das obrigações fiscais a cumprir em 2020 e 2021, sem quaisquer penalidades para os sujeitos passivos (faturas em pdf; comunicação de inventários e entregas das declarações periódicas de IVA, do Modelo 10, da IES/ DA e da declaração periódica de rendimentos de IRC – Modelo 22).
  • Suspensão dos processos de execução fiscal em curso ou que venham a ser instaurados pela AT e pela Segurança Social – O Despacho conjunto do SEAAF e SESS, de 8 de janeiro de 2021, bem como o DL n.º 6-F/2021, de 15 de janeiro, determinam a referida suspensão, com efeitos a 1 de janeiro e até 31 de março de 2021. Mais informações no Portal das Finanças.
  • Medidas ao nível do IRS/IRC – Como por exemplo, limitação/suspensão temporária dos pagamentos por conta de IRC em 2020 e possibilidade de pedido de reembolso ou o pagamento em prestações de dívidas de IRS e IRC de valor igual ou inferior, respetivamente, a 5.000€ e 10.000€, sem necessidade de prestação de garantia e apresentação de pedido. Mais informação no Portal das Finanças.
  • Atribuição de um incentivo fiscal à internacionalização das empresas portuguesas
    O DL n.º 109/2020, de 31 de dezembro, estabelecendo a isenção de imposto do selo sobre as apólices de seguros de crédito à exportação, apólices de seguros caução e garantias bancárias na ordem externa.
  • Medidas previstas no Orçamento do Estado para 2021 – A 1 de janeiro de 2021, entrou em vigor a Lei do Orçamento do Estado para 2021 que também prevê várias medidas de natureza fiscal, tais como, a possibilidade de suspensão de pagamentos por conta de IRC quanto a micro e PME para 2021 (artigo 374.º); um regime especial de pagamento em prestações de IRC ou IVA no ano de 2021 (artigo 418.º); o programa de apoio e estímulo ao consumo nos setores do alojamento, cultura e restauração IVAucher (artigo 405.º), a aplicação da taxa reduzida de IVA às importações, transmissões e aquisições intracomunitárias de máscaras de proteção respiratória e de gel desinfetante cutâneo (artigo 380º) e a implementação de um regime extraordinário e transitório para 2021 de incentivo à manutenção de postos de trabalho por parte de grandes empresas com resultado líquido positivo no período de 2020 (apenas poderão aceder aos apoios públicos e certos incentivos fiscais se mantiverem o nível de emprego com referência a um número médio de trabalhadores igual ou superior ao observado em 1 de outubro de 2020 – artigo 403.º).

Para mais informações sobre as medidas fiscais adotadas, os empresários devem consultar o site da Autoridade Tributária e Aduaneira e/ou contactar esse organismo. Quanto às medidas relativas às contribuições sociais consultar o site da Segurança Social.

7. Há moratória para os créditos bancários?

Sim, o DL n.º 10-J/2020, de 26 de março, procurando garantir a continuidade do financiamento às empresas e prevenir eventuais incumprimentos resultantes da redução da atividade económica, aprova uma moratória, até 30 de setembro de 2021.

Os contratos de crédito, com prestações periódicas, vigentes a 27 de março de 2020, são suspensos até 30 de setembro de 2021, sendo o prazo contratado do crédito estendido por período equivalente ao da suspensão. Até 31 de março de 2021, os beneficiários não terão de pagar nem prestações de capital nem juros, a partir de 1 de abril de 2021 e até 30 de setembro de 2021 apenas é suspenso o pagamento do capital (com exceções: mantém- se a suspensão do pagamento do capital, juros, comissões e outros encargos para os beneficiários cuja atividade principal esteja abrangida pela lista de CAE em anexo ao diploma, que inclui atividades de turismo, cultura, comércio, transportes e outras).

Todos os contratos de crédito com pagamento no final do contrato são prorrogados até 30 de setembro de 2021 e proíbe-se a revogação total ou parcial de todas linhas de crédito já contratadas e dos empréstimos já concedidos. Assim, garante-se a disponibilidade dos montantes já comprometidos a estes clientes, quer tenham ou não sido utilizados.

Esta moratória destina-se, entre outros, a Empresários em Nome Individual (ENI), a Pequenas e Médias Empresas (PME) e outras empresas do sector não financeiro.

Para beneficiar da moratória o empresário deve enviar uma declaração de adesão, por meios físicos ou eletrónicos, à entidade financeira que concedeu o crédito. A comunicação de adesão à moratória pode ser efetuada até 31 de março de 2021 (artigo 363.º da Lei do Orçamento do Estado para 2021 e DL n.º 107/2020, de 31 de dezembro).

Nas adesões ocorridas entre 01.10.2020 e 31.03.2021 o período total de aplicação das medidas de apoio não pode exceder, em caso algum, nove meses, podendo aderir entidades que, relativamente às operações de crédito em causa, beneficiem ou tenham beneficiado das medidas de apoio por um período de aplicação de efeitos inferior a nove meses.

Mais informações disponíveis no site do Banco de Portugal em Medidas de proteção dos créditos das famílias e das empresas foram prolongadas até 30 de setembro de 2021 e Moratória Privadas.

8. Quais as medidas adotadas para as rendas não habitacionais?

São várias as medidas adotadas.

SUSPENSÃO DA EXTINÇÃO DO CONTRATO DE ARRENDAMENTO E PRORROGAÇÃO DA SUA DURAÇÃO

A Lei n.º 1-A/2020, de 19 de março, suspende, até 30 de junho de 2021, os efeitos de várias modalidades de extinção de contratos de arrendamento não habitacional, proibindo que o fecho legal ou administrativo do estabelecimento devido à pandemia seja fundamento de extinção desses contratos ou de outras formas contratuais de exploração de imóveis. Por outro lado, prorroga, por período igual ao da duração do encerramento, a duração do contrato de arrendamento para fins não habitacionais dos estabelecimentos que, por determinação legal ou administrativa da responsabilidade do Governo, tenham sido encerrados em março de 2020 e que ainda permaneçam encerrados a 1 de janeiro de 2021 (como, por ex, bares, discotecas e parques infantis).

DEFERIMENTO DO PAGAMENTO DAS RENDAS E APOIOS A FUNDO PERDIDO

A Lei n.º 4-C/2020, de 6 de abril, estabelece um regime excecional para as situações de mora no pagamento da renda devida nos termos de contratos de arrendamento habitacional e não habitacional.

No arrendamento não habitacional abrange os estabelecimentos abertos ao público de comércio a retalho e prestação de serviços, bem como os estabelecimentos de restauração e similares, encerrados ou com atividades suspensas por disposição legal ou medida administrativa, incluindo os que mantenham a prestação de atividades de comércio eletrónico, ou de prestação de serviços à distância ou através de plataforma eletrónica, ou mantenham atividade para efeitos exclusivos de confeção destinada a consumo fora do estabelecimento ou entrega no domicílio.

Esta lei permite o diferimento do pagamento das rendas vencidas entre o dia 1 de abril de 2020 e o terceiro mês subsequente ao do levantamento das medidas restritivas, tendo como limite máximo o dia 31 de dezembro de 2020. O período de regularização da dívida tem início a 1 de janeiro de 2021 e prolonga-se até 31 de dezembro de 2022.

Relativamente aos estabelecimentos que permanecem encerrados a 1 de janeiro de 2021, o arrendatário pode voltar a diferir o pagamento das rendas vencidas em 2020, cujo pagamento tenha sido diferido, bem como requerer o diferimento do pagamento das rendas vencidas em 2021, correspondentes aos meses em que os estabelecimentos se encontrem encerrados. Neste caso, o período de regularização da dívida tem início a 1 de janeiro de 2022 e prolonga-se até 31 de dezembro de 2023.

Quanto a apoios a fundo perdido, os arrendatários que, no ano de 2020, sofreram uma quebra de faturação entre 25% e 40%, recebem um apoio de valor equivalente a 30% do valor da renda, com o limite de 1200 euros por mês. Por sua vez, os arrendatários que, no ano de 2020, sofreram uma quebra de faturação superior a 40%, recebem um apoio de valor equivalente a 50% do valor da renda, com o limite de 2000 euros por mês (Programa Apoiar, medida “Apoiar Rendas”).

ESTABELECIMENTOS INSERIDOS EM CENTROS COMERCIAIS

Durante os primeiros 3 meses de 2021, o artigo 439.º Lei do Orçamento do Estado para 2021 reduz a remuneração mensal fixa ou mínima devida pelos lojistas de estabelecimentos abertos ao público inseridos em centros comerciais, proporcionalmente à redução da faturação mensal, até ao limite de 50% daquela, quando tenham uma quebra do volume de vendas mensal face ao volume de vendas do mês homólogo do ano de 2019 ou, na sua falta, ao volume médio de vendas dos últimos seis meses antecedentes a 18 de março de 2020, ou de período inferior, se aplicável.

Esta medida pode ser prorrogada através de despacho do Governo até 30 de junho de 2021.

APOIOS ÀS MICRO E PME DOS SETORES PARTICULARMENTE AFETADOS PELAS MEDIDAS EXCECIONAIS COVID-19

Por último, a RCM n.º 114/2020, de 30 de dezembro, entre outras medidas, aprovou um conjunto de apoios, sob a forma de subsídio a fundo perdido e linha de crédito, destinados a fazer face a custos com rendas não habitacionais de micro e PME que atuem em setores particularmente afetados pelas medidas excecionais aprovadas no contexto da COVID-19.

9. Que outras medidas foram adotadas?

  • RCM n.º 10-A/2020, de 13 de março, recomenda que as entidades públicas efetuem no mais curto prazo possível os pagamentos a terceiros como contrapartida do fornecimento de bens e serviços, ou equivalente, nos termos da Lei n.º 8/2012, de 21 de fevereiro (Lei dos compromissos e pagamentos em atraso das entidades públicas).
  • DL n.º 10-A/2020, de 13 de março, estabelece medidas relativas a um regime excecional de contratação pública; ao uso obrigatório de máscaras e viseiras em determinados espaços; à possibilidade de poder ser realizadas medições de temperatura corporal a trabalhadores; à atendibilidade de documentos expirados (aceites até 31.03.2021 e após essa data desde que o seu titular faça prova de que já procedeu ao agendamento da respetiva renovação); à força probatória das cópias digitalizadas e das fotocópias; à dilação do prazo de realização de assembleias gerais das sociedades comerciais; às medidas de proteção social na doença e na parentalidade (a medida relativa ao subsídio de doença vigora até 30.06.2021 e as declarações provisórias de isolamento profilático passam a ser emitidas em formato eletrónico a partir de 04.11.2020); a um regime excecional de proteção de imunodeprimidos e doentes crónicos quando não é possível o teletrabalho ou outras formas de prestação de atividade; ao apoio aos trabalhadores independentes e aos sócios-gerentes de sociedades (que na sua maioria vigoram até 31.12.2020 mas cuja continuidade é garantida pelo artigo 156.º da Lei do Orçamento do Estado para 2021); à prorrogação do prazo de aprovação e afixação do mapa de férias; à elaboração de um plano de contingência adequado ao local de trabalho e de acordo com as orientações da DGS e da ACT. Por sua vez, a Portaria n.º 94-A/2020, de 16 de abril, regulamenta os procedimentos de atribuição do apoio excecional à família para trabalhadores por conta de outrem e dos apoios extraordinários à redução da atividade económica de trabalhador independente.
  • Lei n.º 1-A/2020, de 19 de março, adota medidas excecionais e temporárias adicionais, destacando-se como relevantes para as empresas o estabelecimento de um regime processual transitório e excecional para os processos e procedimentos que corram termos nos tribunais judiciais, tribunais administrativos e fiscais, Tribunal Constitucional, Tribunal de Contas e demais órgãos jurisdicionais, tribunais arbitrais, Ministério Público, julgados de paz, entidades de resolução alternativa de litígios e órgãos de execução fiscal, com a suspensão de alguns prazos (essencialmente no âmbito do processo executivo ou de insolvência e das ações de despejo) e a definição das regras aplicáveis a todos os prazos administrativos, de prescrição e caducidade que deixam de estar suspensos. Também adota várias medidas relativas aos contratos de arrendamento não habitacional e reforça os meios e os poderes da ACT na fiscalização de despedimentos ilícitos.

    Sendo relevante para os exportadores nacionais, destaca-se que, no caso do Instituto de Propriedade Industrial, organismo responsável pelo registo de marcas, designs e patentes, o DL n.º 16/2020, de 15 de abril, prevê a obrigatoriedade de utilização, pelos interessados, dos serviços online deste Instituto. Assim, a partir do dia 16 de abril e até 31 de dezembro de 2021 (a vigência foi prorrogada), todos os atos podem ser promovidos através dos serviços online do INPI, incluindo a apresentação do Pedido de Registo de Marca Internacional e a apresentação do Pedido de Patente Europeia.

    Para mais informação contactar o próprio INPI através do e-mail servico.publico@inpi.pt.
  • O DL n.º 10-K/2020, de 26 de março, alterado pelo DL n.º 101-A/2020, de 27 de novembro (legislação consolidada), estabelece um regime excecional e temporário de faltas justificadas motivadas por assistência à família, no âmbito da pandemia da doença COVID-19. A alteração ao diploma vem clarificar que são justificadas as faltas dos trabalhadores com filhos, motivadas por suspensão das atividades letivas e não letivas, que não sejam dispensados pelo empregador nos dias 30 de novembro e 7 de dezembro de 2020, podendo o trabalhador, em alternativa, proceder à marcação de férias naqueles dias, sem necessidade de acordo com o empregador.
  • DL n.º 16/2020, de 15 de abril, estabelece estabelece normas excecionais e temporárias destinadas à prática de atos por meios de comunicação à distância, no âmbito da pandemia da doença COVID-19. Este diploma procura viabilizar a prática de atos à distância na tramitação de processos nos julgados de paz, nos pedidos de registo ainda não disponíveis online, na apresentação da declaração de nascimento, tenha ele ocorrido em território nacional ou no estrangeiro, e, ainda, assegurar a tramitação dos procedimentos conduzidos pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial, prevendo a obrigatoriedade de utilização, pelos interessados, dos serviços online deste Instituto, bem como a possibilidade da prática de notificações através de correio eletrónico. A vigência deste diploma foi prorrogada até 31 de dezembro de 2021 através do DL n.º 106-A/2020, de 30 de dezembro.
  • Lei n.º 10/2020, de 18 de abril, estabelece um regime excecional e temporário quanto às formalidades da citação e da notificação postal previstas nas leis processuais e procedimentais e quanto aos serviços de envio de encomendas postais, substituindo a recolha da assinatura pela identificação verbal e recolha do número do cartão de cidadão, ou de qualquer outro meio idóneo de identificação, mediante a respetiva apresentação e aposição da data em que a recolha foi efetuada.
  • Decreto-Lei n.º 17/2020, de 23 de abril (alteraçõeslegislação consolidada): Estabelece medidas excecionais e temporárias relativas ao setor do turismo, no âmbito da pandemia da doença COVID-19. Para mais informações contactar o Turismo de Portugal.
  • DL n.º 20-F/2020, de 12 de maio, estabelece um regime excecional e temporário relativo aos contratos de seguro, fixando regras mais flexíveis para o pagamento dos prémios de seguro e os efeitos da diminuição temporária do risco, decorrentes de redução significativa ou de suspensão de atividade, no âmbito da pandemia, nos contratos de seguro que cubram riscos da atividade. Este regime vigora até 31 de março de 2021.
  • Despacho n.º 6344/2020, de 16 de junho, determina que compete à ACT fiscalizar o cumprimento das regras específicas da DGS, no que respeita à prevenção da transmissão da infeção por SARS-CoV-2, designadamente nos locais de trabalho, incluindo áreas comuns e instalações de apoio, bem como nas deslocações em viaturas de serviço, em particular, nas áreas da construção civil e das cadeias de abastecimento, transporte e distribuição, especialmente nos concelhos de Amadora, Lisboa, Loures, Odivelas e Sintra.
  • O DL n.º 28-B/2020, de 26 de junho, que estabelece o regime contraordenacional aplicável ao incumprimento dos deveres estabelecidos por decreto que regulamente a declaração do estado de emergência e dos deveres estabelecidos por declaração da situação de alerta, contingência ou calamidade.

    O incumprimento dos deveres estabelecidos constitui contraordenação sancionada com coima de 100€ a 500€, no caso de pessoas singulares, e de 1000€ a 10000€, no caso de pessoas coletivas, Por sua vez, a recusa, por pessoa singular, em realizar teste COVID antes de entrar em território nacional constitui contraordenação sancionada com coima de 300€ a 800€. Durante o estado de emergência, os valores mínimos e máximos das coimas referidas são elevados para o dobro.
  • O Despacho n.º 8998-C/2020, de 18 de setembro, fixa a interpretação dos princípios e orientações aplicáveis à realização de eventos corporativos (reuniões, congressos, exposições e feiras comerciais ou de artesanato, seminários, conferências ou eventos similares, organizados por entidades públicas ou privadas). Podem realizar-se em todo o país, de acordo com as orientações específicas definidas pela DGS, eventos de natureza corporativa em espaços adequados para o efeito, o que constitui exceção à regra que proíbe a realização de celebrações e de outros eventos que impliquem uma aglomeração de pessoas em número superior a 10. Na ausência de regras específicas emitidas pela DGS para a organização de eventos corporativos, e em face de dúvidas que se suscitaram, este despacho determina as regras gerais a cumprir e mantém-se válido, mesmo em caso de revogação da RCM n.º 70-A/2020, desde que o diploma revogatório que a substitua continue a prescrever solução normativa equivalente.
  • O Decreto-Lei n.º 79-A/2020, de 1 de outubro, estabelece um regime excecional e transitório de reorganização do trabalho e de minimização de riscos de transmissão da infeção da doença COVID-19 no âmbito das relações laborais, aplicável nas áreas territoriais em que a situação epidemiológica o justifique, definidas pelo Governo mediante RCM, bem como nos concelhos de risco elevado, muito elevado e extremo, conforme declarados pelo Governo mediante decreto que regulamente a declaração do estado de emergência.

    Vigorando, para já, até 31 de março de 2021, este regime estabelece a obrigatoriedade da adoção do regime de teletrabalho para as empresas com estabelecimento nas referidas áreas territoriais, independentemente do número de trabalhadores, bem como para os trabalhadores que aí residam ou trabalhem, independentemente do vínculo laboral, sempre que as funções em causa o permitam e o trabalhador disponha de condições para as exercer.

    É, igualmente, obrigatório a adoção do regime de teletrabalho, independentemente do nível de risco do concelho e sempre que as funções em causa o permitam, no caso dos doentes crónicos/imunodeprimidos, trabalhadores com deficiência (≥ 60% incapacidade) e nas situações de filho/dependente a cargo menor de 12 anos, ou, independentemente da idade, com deficiência ou doença crónica, que se encontre impossibilitado de assistir às atividades letivas e formativas presenciais em contexto de grupo ou turma.

    Nas empresas com 50 ou mais trabalhadores, não sujeitos ao regime de teletrabalho, o empregador deve organizar de forma desfasada as horas de entrada e saída dos locais de trabalho, garantindo intervalos mínimos de 30 minutos até ao limite de 1 hora entre grupos de trabalhadores e adotar medidas técnicas e organizacionais que garantam o distanciamento físico e a proteção dos trabalhadores, nomeadamente:

    (i) A promoção da constituição de equipas de trabalho estáveis, de modo que o contacto entre trabalhadores aconteça apenas entre trabalhadores de uma mesma equipa ou departamento;
    (ii) A alternância das pausas para descanso, incluindo para refeições, entre equipas ou departamentos, de forma a salvaguardar o distanciamento social entre trabalhadores;
    (iii) A utilização de equipamento de proteção individual adequado, nas situações em que o distanciamento físico seja manifestamente impraticável em razão da natureza da atividade.
  • A RCM n.º 88/2020, de 14 de outubro, define organização e funcionamento dos serviços públicos de atendimento aos cidadãos e empresas no âmbito da pandemia da doença COVID-19.
  • A Lei n.º 62-A/2020, de 27 de outubro, determina, a título excecional, a obrigatoriedade do uso de máscara por pessoas com idade a partir dos 10 anos para o acesso, circulação ou permanência nos espaços e vias públicas sempre que o distanciamento físico recomendado pelas autoridades de saúde se mostre impraticável. A vigência inicial desta obrigatoriedade de 70 dias foi prorrogada por mais 90 dias através da Lei n.º 75-D/2020, de 31 de dezembro.
  • A Lei n.º 75/2020, de 27 de novembro, entre outras medidas, cria o processo extraordinário de viabilização de empresas afetadas pela crise económica decorrente da COVID-19. Apenas estão abrangidas as empresas que se encontrem em situação económica difícil ou em situação de insolvência iminente ou atual em virtude da COVID-19 mas que ainda seja suscetível de viabilização (à data do requerimento a empresa não pode ter pendente PER ou processo especial para acordo de pagamento).
  • O DPR n.º 6-B/2021, de 13 de janeiro, que modifica e renova o estado de emergência em todo o território nacional continental , a partir das 00h00 do dia 14 de janeiro até às 23h59 do dia 30 de janeiro de 2021.

    Este Decreto estabelece os estritos termos em que pode ser suspenso o exercício dos direitos de liberdade e de deslocação; da iniciativa privada, social e cooperativa; dos trabalhadores; da proteção de dados pessoais; do livre desenvolvimento da personalidade e vertente negativa do direito à saúde; e de circulação internacional.
  • O Decreto n.º 3-A/2021, de 14 de janeiro, que regulamenta a modificação e renovação do estado de emergência decretado pelo Presidente da República, no período entre as 00h00 do dia 15 de janeiro e as 23h59 do dia 30 de janeiro de 2021.

    Este diploma adota medidas restritivas adicionais relativamente às medidas já em vigor, das quais se destacam as seguintes por terem impacto nas empresas:

    1. O dever geral de recolhimento domiciliário para os cidadãos, com um conjunto de deslocações autorizadas (ex: desempenho de atividades profissionais ou equiparadas, quando não haja lugar ao teletrabalho, ou a procura de trabalho ou resposta a uma oferta de trabalho, bem como as deslocações necessárias à entrada e saída do território continental).
    2. A obrigatoriedade da adoção do regime de teletrabalho, sempre este seja compatível com a atividade desempenhada e o trabalhador disponha de condições para a exercer, sem necessidade de acordo das partes. O incumprimento passa a constituir contraordenação muito grave nos termos do Código do Trabalho (ex:empresa com volume de negócios inferior a 500.000 euros: de 2.040 euros a 4.080 euros em caso de negligência e de 4.590 euros a 9.190 euros em caso de dolo) .
    3. O encerramento de um conjunto de instalações e estabelecimentos, incluindo atividades culturais ou de lazer, restaurantes e similares (podendo estes efetuar entregas ao domicílio e take-away). Nesta matéria, é também fixado um conjunto de regras sobre as taxas e comissões cobradas pelas plataformas intermediárias no setor da restauração e similares durante o período de vigência do decreto (ex: as plataformas intermediárias ficam impedidas de cobrar, aos operadores económicos, taxas de serviço e comissões que, globalmente consideradas, para cada transação comercial, excedam 20 % do valor de venda ao público do bem ou serviço, bem como de aumentar o valor de outras taxas ou comissões cobradas aos operadores económicos estabelecidas até à data de aprovação do decreto e de cobrar, aos consumidores, taxas de entrega superiores às cobradas antes da data de aprovação do decreto).
    4. A suspensão das atividades de comércio a retalho e de prestação de serviços em estabelecimentos abertos ao público, com exceção daquelas que disponibilizem bens/serviços de primeira necessidade ou outros bens/serviços considerados essenciais (52 atividades elencadas no Anexo II do Decreto).
    5. A possibilidade de ser determinado, por despacho do Ministro da Economia, que os estabelecimentos de comércio a retalho que comercializem mais do que um tipo de bem e cuja atividade seja permitida no âmbito do presente decreto não possam comercializar bens tipicamente comercializados nos estabelecimentos de comércio a retalho encerrados ou com a atividade suspensa. Esta proibição foi estabelecida a parti de 18 de janeiro e abrange o mobiliário, decoração e produtos têxteis para o lar; jogos e brinquedos; livros; desporto, campismo e viagens; e vestuário, calçado e acessórios de moda (Desp. n.º 714-C/2021, de 15 de janeiro).

    RENOVAÇÃO DO ESTADO DE EMERGÊNCIA – 15 JANEIRO (Governo)

  • O DL n.º 6-A/2021, de 14 de janeiro, agrava para contraordenação muito grave o incumprimento do teletrabalho obrigatório durante o estado de emergência (ex:para uma empresa com volume de negócios inferior a 500.000€ a coima vai de 2.040€ a 4.080€ em caso de negligência e de 4.590€ a 9.190€ em caso de dolo).

10. O que é o Programa Internacionalizar 2030?

O Programa Internacionalizar 2030 estabelece as prioridades para a internacionalização da economia portuguesa através do aumento das exportações de bens e serviços e do incremento do número de exportadores, da diversificação de mercados de exportação, do aumento do volume de investimento direto estrangeiro (IDE), do fortalecimento do investimento direto português no estrangeiro (IDPE) e do acréscimo do valor acrescentado nacional (VAB).

O programa contempla medidas específicas para responder aos desafios resultantes da pandemia da COVID-19 e está estruturado em seis eixos de intervenção: Business and Market Intelligence; Formação e Qualificação dos Recursos Humanos e do Território; Financiamento; Apoio no Acesso aos Mercados e ao Investimento em Portugal; Desenvolvimento da Marca Portugal e Política Comercial e Custos de Contexto.

11. Qual a missão do Banco Português de Fomento?

Através do Decreto-Lei n.º 63/2020, de 7 de setembro, o Governo cria o Banco Português de Fomento, S.A. (BPF), regulando a sua atividade e funcionamento e aprovando os respetivos Estatutos, procedendo, igualmente, à fusão da PME Investimentos - Sociedade de Investimentos, S.A. e da IFD - Instituição Financeira de Desenvolvimento, S.A. na SPGM - Sociedade de Investimentos.

O BPF tem por missão fomentar a modernização das empresas e o desenvolvimento económico e social do país, , sendo o seu capital social detido pelo Estado Português (DGTF – 41,285%), IAPMEI (47,015%), Turismo de Portugal (7,93%) e AICEP (3,77%).

Segundo comunicado do Governo de 13 de agosto "O Banco Português de Fomento terá a possibilidade de realizar um conjunto alargado de operações, quer de crédito direto às empresas, quer a gestão do sistema de garantias de Estado, quer de capitalização de empresas e de apoio às exportações e internacionalização das nossas empresas".

O Decreto-Lei n.º 63/2020 entra em vigor a 3 de novembro de 2020, aguardando-se que o BPF comece a funcionar antes do final de 2020.

Site: Banco Português de Fomento

COMÉRCIO INTERNACIONAL

12. Quais as restrições que existem à exportação de EPI?

Neste momento, não há restrições na expedição de Portugal (necessidade de autorização de exportação), há apenas que acautelar as exigências do mercado de destino.

Desde 26 de maio de 2020 que deixou de ser aplicado o Regulamento (UE) n.º 2020/568, de 24 de abril, que impunha a necessidade de autorizações de exportação para as exportações para fora da União Europeia de determinados tipos de equipamento de proteção individual, originário ou não da União.

Para esclarecimentos sobre esta matéria as empresas devem contactar a Autoridade Tributária e Aduaneira para o e-mail da Direção de Serviços de Licenciamento: dsl@at.gov.pt.

13. Quais as Orientações Técnicas para a produção nacional de EPI/dispositivos médicos?

Os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e dispositivos médicos (DM) estão sujeitos a requisitos de conceção, fabrico e colocação no mercado (marcação CE), definidos em legislação comunitária.

Contudo, por forma a assegurar a rápida disponibilidade no mercado dos EPI e dispositivos médicos necessários aos profissionais de saúde para o combate ao atual surto COVID-19, e sem descurar o nível adequado de proteção da saúde e segurança dos seus utilizadores, a Comissão Europeia emitiu recomendações especiais, adaptadas pelo Governo português ao mercado nacional através do DL n.º 14-E/2020, de 13 de abril, que permitem a colocação no mercado de produtos sem marcação CE (Recomendação n.º 2020/403, de 14 de março, retificada).

Em Portugal, cabe às autoridades de fiscalização do mercado competentes (INFARMED, I.P. para os DM ou ASAE para os EPI) avaliar, a posteriori, no âmbito das suas ações de fiscalização, se os produtos estão conformes com os requisitos essenciais de segurança e desempenho estabelecidos.

Quanto ao licenciamento dos estabelecimentos industriais, o DL n.º 36/2020, de 15 de julho, alterou o DL 14-E/2020, de 13 de abril, aditando um regime simplificado de licenciamento industrial, de caráter excecional, aplicável às alterações de estabelecimentos industriais, com vista ao fabrico de DM, EPI, álcool etílico e produtos biocidas desinfetantes, que se destinem à prevenção do contágio da COVID-19.

Por sua vez, o Despacho n.º 5503-A/2020, de 13 de maio, fixa em 15% o limite máximo da percentagem de lucro na comercialização, por grosso e a retalho, em território nacional, de DM e de EPI identificados no anexo ao DL n.º 14-E/2020.

As empresas portuguesas interessadas em produzir estes produtos podem obter todas as informações e orientações técnicas nesta página específica da DGS: Dispositivos Médicos e Equipamentos de Proteção Individual – Contactos úteis.

14. Quais as especificações técnicas para a produção de máscaras sociais reutilizáveis?

O DL 14-E/2020, de 13 de abril, estabelece o regime relativo ao fabrico, importação e comercialização de máscaras de uso social, determinando que o fabrico e a importação de máscaras de uso social obedecem às especificações técnicas publicitadas para o efeito.

Neste caso, a Direção-Geral da Saúde e o INFARMED, I.P., em conjunto com a ASAE, o IPQ, o CITEVE e vários peritos, concluíram a definição das especificações técnicas das máscaras comunitárias ou de uso solidário e os seus mecanismos de certificação.

As fichas técnicas para a produção destes artigos podem ser consultadas no site do CITEVE, bem como a Listade Máscaras Comunitárias Aprovadas.

Em julho de 2020 foram aprovadas especificações técnicas europeias para as máscaras comunitárias ou de uso social, de forma a permitir estruturar um mercado único europeu (DNP CWA 17553:2020 Coberturas faciais comunitárias) e, em sequência, foi publicada uma norma portuguesa para a certificação acreditada de máscaras comunitárias ou de uso social (DNP TS 4575:2020 Máscaras para uso social) e definidos os critérios para a identificação de laboratórios que possam ser reconhecidos para a avaliação da conformidade de equipamentos de proteção individual, dispositivos médicos e máscaras comunitárias ou de uso social fabricados em Portugal (Circular IPQ/IPAC) – para mais esclarecimentos sobre esta matéria contactar IPQ (requisitos técnicos) e IPAC (laboratórios acreditados).

As especificações técnicas europeias constantes na DNP CWA 17553:2020 têm vindo a ser adotadas pelos países europeus, contudo, em alguns casos, com restrições ou regras adicionais, como no caso de Portugal, pelo que o fabricante português deve sempre confirmar se o mercado europeu de destino exige restrições/regras adicionais para o fabrico de máscaras comunitárias ou de uso social. Em outubro de 2020, o CITEVE foi a primeira entidade a ser acreditada pelo IPAC para certificar máscaras comunitárias ou de uso social de acordo com as especificações europeias, podendo, igualmente, apoiar as empresas e emitir certificados de conformidade no caso de serem exigidos referenciais adicionais no mercado europeu de destino.

Segundo a informação que se encontra disponível no site da ASAE, os fabricantes devem disponibilizar os documentos comprovativos do cumprimento dos requisitos essenciais de saúde e segurança aplicáveis aos produtos em causa, remetendo para a ASAE, por correio eletrónico (covid19.artigotextil@asae.pt), provas documentais que evidenciem a seguinte informação:

  • Identificação da empresa;
  • Identificação do produto produzido;
  • Composição das fibras têxteis;
  • Relatório de ensaio realizado e da conformidade do produto emitido por laboratório com competência técnica reconhecida, nomeadamente, acreditado para os métodos de ensaio indicados.

Os fabricantes devem ainda ter à disposição das autoridades um dossier técnico do produto onde se incluam as características da matéria-prima, a descrição do processo de fabrico, a informação a fornecer com o produto e os relatórios dos ensaios realizados e da conformidade do produto emitidos por laboratório reconhecido, nomeadamente os laboratórios acreditados para os métodos indicado.

15. Quais as restrições de fronteiras e de voos impostas por Portugal e demais países?

FRONTEIRAS TERRESTRES

Desde as 00h00 do dia 1 de julho de 2020 que não há controlo documental de pessoas nas fronteiras internas portuguesas com Espanha.


FRONTEIRAS AÉREAS

O Despacho n.º 666-B/2021, de 15 de janeiro, prorroga as medidas aplicáveis ao tráfego aéreo com destino e a partir de Portugal até às 23h59 do dia 30 de janeiro de 2021.

Este Despacho PERMITE, nomeadamente:

1. Todos os voos de e para os países que integram a União Europeia (UE) e países associados ao Espaço Schengen (Liechtenstein, Noruega, Islândia e Suíça).

2. Os voos de e para Austrália; China; Coreia do Sul; Japão; Nova Zelândia; Ruanda; Singapura; Tailândia e Regiões Administrativas Especiais de Hong Kong e Macau, sob reserva de confirmação da reciprocidade.

3. Sem prejuízo do disposto nos pontos anteriores, os voos de e para países que não integram a UE ou que não sejam países associados ao Espaço Schengen, exclusivamente para viagens essenciais. São consideradas viagens essenciais, designadamente as destinadas a permitir o trânsito ou a entrada ou saída de Portugal de: (i) Cidadãos nacionais da UE, nacionais de Estados associados ao Espaço Schengen e membros das respetivas famílias, nos termos da Diretiva 2005/38/CE (direito de livre circulação e residência no território da UE) e nacionais de países terceiros com residência legal num Estado-Membro da UE; (ii) Nacionais de países terceiros em viagem por motivos profissionais, de estudo, de reunião familiar, por razões de saúde ou por razões humanitárias.

4. Os voos de apoio ao regresso dos cidadãos nacionais ou titulares de autorização de residência em Portugal, bem como de natureza humanitária, que tenham sido reconhecidos pelos serviços competentes da área governativa dos negócios estrangeiros e pelas autoridades competentes em matéria de aviação civil, e bem assim, os voos destinados a permitir o regresso aos respetivos países de cidadãos estrangeiros que se encontrem em Portugal, desde que tais voos sejam promovidos pelas autoridades competentes de tais países, sujeitos a pedido e acordo prévio, e no respeito pelo princípio da reciprocidade.

Para que a sua entrada em Portugal não seja vedada, os passageiros referidos no ponto 3 (países extracomunitários não listados nos pontos 1 e 2), exclusivamente para viagens essenciais, terão de apresentar no momento da partida, comprovativo de teste à COVID-19, com resultado negativo, realizado nas últimas 72 horas antes do embarque (estão excluídos as crianças até 24 meses e os passageiros em trânsito que não abandonem as instalações aeroportuárias) – consultar TAP Restrições em Portugal Continental, Açores, Madeira e Porto Santo.

De acordo com as orientações definidas, o artigo 30.º do Decreto n.º 3-A/2021, de 14 de janeiro, determina as regras para a realização de controlo de temperatura e de testes à COVID-19 nos aeroportos de Portugal continental, nas situações em que os mesmos são obrigatórios.

Relativamente à mobilidade Portugal-França-Portugal, sugerimos a consulta da informação disponível no site da Embaixada de França em Lisboa.

Já no que respeita à mobilidade Portugal-Espanha-Portugal, sugerimos a consulta da informação disponível no site do Ministerio de Sanidad e do Spain Travel Health. A partir de 23 de novembro de 2020 é obrigatório a apresentação de um teste à COVID-19, com resultado negativo, realizado nas últimas 72 horas, aos passageiros oriundos de Portugal por via aérea ou marítima. As restrições de mobilidade em cada Comunidade Autónoma podem ser consultadas AQUI.

A Comissão Europeia tem vindo a emitir várias recomendações nesta matéria, com vista à coordenação dos Estados-Membros. Dessas orientações destaca-se a mais recente, a Recomendação (UE) n.º 2020/1475, de 14 de outubro, sobre uma abordagem coordenada dos Estados-Membros das restrições à liberdade de circulação em resposta à pandemia de COVID‐19. Esta implementação desta Recomendação foi reforçada pela Recomendação (UE) n.º 2020/1632, de 4 de novembro e complementada pela Recomendação (UE) n.º 2020/2243, de 28 de dezembro devido à nova variante da COVID-19 detetada no Reino Unido – Perguntas & Respostas sobre a coordenação das restrições impostas à livre circulação na União Europeia.

No âmbito da prestação de serviços (destacamento de trabalhadores para a UE) realça-se que através da referida recomendação os Estados-Membros acordam que algumas categorias de viajantes ficam isentas da obrigação de cumprir quarentena sempre que se encontrem no exercício de funções, nos quais constam os trabalhadores por conta de outrem ou por conta própria exerçam profissões críticas, incluindo trabalhadores dos cuidados de saúde, trabalhadores fronteiriços e destacados, assim como trabalhadores sazonais, como previsto nas Orientações da Comissão.

Para mais informações sobre as restrições à entrada e livre circulação em outros países, as empresas podem consultar:

16. Onde posso encontrar as medidas adotadas por cada país relativas ao comércio internacional?

O ITC disponibiliza uma Base de Dados com as medidas de cada país relativas ao comércio internacional (importação/exportação): ITC COVID-19 Temporary Trade Measures.

INFORMAÇÕES ÚTEIS

17. Onde posso encontrar todos os contactos oficiais nacionais COVID-19?

No site covid19estamoson.gov.pt, da responsabilidade do Governo, pode aceder à listagem de contactos de entidades oficiais onde obter esclarecimentos relativamente à resposta de Portugal à COVID-19.

18. Onde posso encontrar a legislação relacionada com a COVID-19?

A sistematização da legislação nacional e comunitária mais relevante para as empresas pode ser consultada no site da AICEP em COVID-19: Legislação de interesse para as empresas.

A totalidade das medidas legislativas destinadas aos cidadãos, às empresas e às entidades públicas e privadas, relativas à infeção epidemiológica por COVID-19, pode ser consultada na seção especial criada no Diário da RepúblicaLegislação COVID-19.

19. Onde posso encontrar as medidas adotadas por cada país relativas à COVID-19?

As empresas podem encontrar informação atualizada e sistematizada sobre um vasto conjunto de países nos seguintes sites:

Country Policy Responses (OIT) – Enfoque na proteção do emprego; proteção social e apoio à economia.

Country Policy Tracker (OCDE) – Enfoque no apoio aos cidadãos; empresas e política monetária e regulação macroprudencial.

Policy Responses to COVID-19(FMI) – Enfoque nas medidas fiscais; medidas monetárias e macrofinanceiras  e medidas cambiais e balança de pagamentos.

International Air Transport Association – Restrições à entrada e livre circulação.

EU Coronavirus response (EU) – Onde é possível consultar as restrições impostas por cada Estado-Membro na área dos transportes em Overview of national measures by country  e  informação para viajantes e turistas em Re-Open EU.

Informação em atualização permanente. Última atualização: 18 de janeiro de 2021.

No site covid19estamoson.gov.pt, da responsabilidade do Governo, os empresários podem encontrar informação sobre todas as medidas excecionais implementadas em resposta ao COVID-19.

Não paramos, estamos ON: covid19estamoson.gov.pt

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