Dinamarca: COVID-19

Conheça os constrangimentos, medidas de relançamento da economia e oportunidades de negócio na Dinamarca decorrentes da COVID-19.

MEDIDAS GOVERNAMENTAIS DE RELANÇAMENTO ECONÓMICO E APOIO ÀS EMPRESAS

Fontes:
Ministério dos Negócios Estrangeiros dinamarquês: https://um.dk/en/
Comissão Europeia: https://ec.europa.eu/info/live-work-travel-eu/coronavirus-response/jobs-and-economy-during-coronavirus-pandemic/state-aid-cases/denmark_en

Compensação para empresas organizadoras de eventos, que cancelaram ou adiaram eventos com mais de 350 participantes (apoio económico/liquidez: 2,4 biliões DKK = 0,3 biliões EUR).

Criação da "Government and Business Corona Unit" (Unidade estabelecida em colaboração com organizações empresariais e sindicatos relevantes para a abordagem de questões económicas sectoriais).

Libertação do buffer de capital contra cíclico para apoio do sistema financeiro

Dois novos regimes de garantias de empréstimos a empresas dirigidos a PME e grandes empresas, cujas receitas sejam afetadas pelo surto de COVID-19. O regime para as grandes empresas poderá apoiar até 35.700 milhões DKK em novos empréstimos, enquanto o regime para as PME poderá apoiar novos empréstimos até 25.000 milhões DKK. (apoio económico/liquidez: 60,7 biliões DKK = 8,1 biliões EUR).

Compensação salarial temporária para as empresas que corram o risco de despedir, pelo menos, 30% dos empregados ou mais de 50 empregados a tempo inteiro (apoio económico/liquidez: 6,2 biliões DKK = 0,8 biliões EUR; 0,3% PIB).

Estabelecimento de facilidade de empréstimo do banco central dinamarquês

Alargamento temporário dos prazos de pagamento de IVA e outras contribuições (AM-bidrag, A-skat, B-skat) para empresas/trabalhadores independentes de forma a proporcionar maior liquidez para as empresas

IVA: grandes empresas (apoio económico/liquidez: 35 biliões DKK = 4,7 biliões EUR); pequenas empresas (apoio económico/liquidez: 35 biliões DKK = 4,7 biliões EUR).

AM-bidrag (imposto de contribuição do mercado de trabalho/segurança social) e A-skat (IRS) (apoio económico/liquidez /adiamento de pagamentos: 90 biliões DKK = 12,1 biliões EUR).

B-skat (pagamento por conta para trabalhadores independentes); (apoio económico/liquidez/adiamento de pagamentos: 5 biliões DKK = 0,7 biliões EUR).

Reembolso do subsídio de doença relativo a trabalhadores infetados com COVID-19, a partir do primeiro dia de ausência do empregado e não após 30 dias, como em circunstâncias normais (apoio económico/liquidez: 1,7 biliões DKK = 0,2 biliões EUR; 0,1% PIB).

Pool de 10 milhões DKK para iniciativas (por exemplo cursos de procura de emprego ou qualificação de desempregados), em caso de despedimentos coletivos (apoio económico/liquidez: 10 milhões DKK = 1,3 milhões EUR; 0,0004% PIB).

Suspensão de atividades em Centros de Emprego, sem consequências para os subsídios de desemprego, garantindo um rendimento básico para os desempregados.

Garantias de crédito à Scandinavian Airlines (SAS). (a Dinamarca assegura 50% das garantias) (apoio económico/liquidez: 1 bilião DKK = 130 milhões EUR).

Compensação temporária para trabalhadores independentes e freelancers, cujas receitas sejam afetadas pelo surto de COVID-19 (apoio económico/liquidez: 14,1 biliões DKK = 1,9 biliões EUR; 0,6% PIB).

Compensação temporária de despesas fixas para empresas, em função da redução nas receitas devido ao surto de COVID-19 (apoio económico/liquidez: 65,3 biliões DKK = 8,8 biliões EUR; 2,9% PIB).

Regimes de garantia de liquidez para PME e grandes empresas com atividades relacionadas com a exportação (apoio económico/liquidez: 8,4 biliões DKK = 1,1 biliões EUR)

Adiantamentos em contratos públicos e maior flexibilidade em relação a violações de contratos devido ao surto de COVID-19

Reforço do Fundo de Garantia de Viagem (Rejsegarantifonden)

Maior acesso a subsídios de desemprego e de doença (apoio económico/liquidez: 0,3 biliões DKK = 40 milhões EUR; 0,01% PIB)

Alargamento temporário da capacidade de empréstimo para estudantes (apoio económico/liquidez: 1,5 biliões DKK = 0,2 biliões EUR)

Estabelecimento de um swap agreement bilateral temporário, em dólares, entre o Banco Central dinamarquês e o Federal Reserve System (sistema de bancos centrais dos Estados Unidos)

Reativação e aumento do valor de empréstimo no acordo cambial (swap line) entre o BCE e o Banco Central dinamarquês

Monitorização reforçada do mercado de trabalho (publicação diária do número de vagas de emprego e desempregados)

Possibilidade de redução temporária dos horários de trabalho dos empregados (apoio económico/liquidez: 0,1 biliões DKK = 13 milhões EUR)

Maior capacidade para financiar antecipação de prazos de aviso prévio, no caso de despedimentos (apoio económico/liquidez: 0,1 biliões DKK = 13 milhões EUR)

Suspensão do requisito de trabalho de 225 horas para os beneficiários de Assistência Social (prolongamento de prazo para cumprimento do número de horas estipulado) (apoio económico/liquidez: 0,1 biliões DKK = 13 milhões EUR)

Suspensão do pagamento da compensação pelo empregador aos empregados despedidos, que será assumido pelo Estado (apoio económico/liquidez: 0,1 biliões DKK = 13 milhões EUR)

Aumento da liquidez e facilitação do desenvolvimento e conclusão de vários projetos de construção nos municípios e regiões dinamarqueses (apoio económico/liquidez: 2,5 biliões DKK = 335 milhões EUR; 0,1% PIB)

Apoio económico a "efterskoler" (escolas residenciais independentes), "frie fagskoler" (escolas profissionais independentes) e outras escolas em regime de internato (apoio económico/liquidez: 0,5 biliões DKK = 72 milhões EUR; 0,02% PIB)

Compensação temporária para freelancers com rendimento misto (apoio económico/liquidez: 0,2 biliões DKK = 27 milhões EUR; 0,009% PIB)

Apoio económico para empregados em grupos de risco (apoio económico/liquidez: 0,2 biliões DKK = 27 milhões EUR; 0,009% PIB)

Maior acesso à recompensa económica para empregados seniores (“Seniorpræmien”) (redução do número anual de horas de trabalho estipulado) (apoio económico/liquidez: 0,1 biliões DKK = 13 milhões EUR)

Compensação temporária para os media (por perdas na receita publicitária) (apoio económico/liquidez: 0,18 biliões DKK = 24 milhões EUR; 0,008% PIB)

Compensação temporária para artistas com rendimento misto (apoio económico/liquidez: 0,1 biliões DKK = 13 milhões EUR; 0,004% PIB)

Compensação temporária para escolas de adultos, escolas em regime pós-laboral, etc. (apoio económico/liquidez: 0,141 biliões DKK = 19 milhões EUR; 0,006% PIB)

Fundos de emergência para instituições culturais

Aumento temporário do valor máximo permitido na Conta de Imposto fornecida pela Administração Tributária para pagamentos de imposto retido na fonte, IVA, etc.

Empréstimos sem juros baseados em pagamentos de IVA e impostos sobre os salários (para PME) (apoio económico/liquidez: 35 biliões DKK = 4,7 milhões EUR)

Adiamento temporário dos prazos de pagamento do imposto sobre os salários para certas empresas (apoio económico/liquidez: 0,4 biliões DKK = 54 milhões EUR)

Antecipação do pagamento de créditos tributários às empresas pelo Estado (relacionados com despesas de I&D) (apoio económico/liquidez: 1 bilião DKK = 130 milhões EUR)

Empréstimos e capital próprio para start-ups e empresas de grande crescimento (apoio económico/liquidez: 3,4 biliões DKK = 0,5 biliões EUR)

Estabelecimento de esquema de resseguro dirigido a empresas que utilizam seguro comercial (apoio económico/liquidez: 30 biliões DKK = 4,0 biliões EUR)

Apoio económico para organizações de apoio aos grupos "mais vulneráveis" na sociedade dinamarquesa (p. ex. crianças provenientes de famílias que abusam de álcool e drogas, vítimas de violência, pessoas com deficiência que moram sozinhas, doentes mentais, sem-abrigo, etc.). (apoio económico/liquidez: 215 milhões DKK = 30 milhões EUR)

Criação de uma nova agência de gestão de crises (sob a alçada do Ministério das Finanças), que visa garantir o fornecimento de equipamento de proteção individual, equipamentos de teste e centros de isolamento disponíveis, para fazer face à presente e futuras epidemias.

Subsídio de 725 milhões DKK (= 97 milhões EUR) para setor de viagens e alteração do esquema de empréstimo para os membros do Fundo de Garantia de Viagem (Rejsegarantifonden).

Conjunto de iniciativas para apoio à exportação e promoção de investimento estrangeiro (The Trade Council) (225 milhões DKK = 30 milhões EUR): (i) Serviços de consultoria de apoio à exportação gratuitos ou a preços reduzidos; (ii) Subsídios de apoio à exportação alargados e foco em sustentabilidade ; (iii) Criação de nova Task Force centrada na exportação e criação de emprego (Equipa de resposta global; Priorização da atividades da UE e do comércio livre, justo e sustentável)

Fonte:
https://thetradecouncil.dk/covid19-hjaelp

Fundo de crise de 10 biliões DKK (= 1.340 milhões EUR) para empresas consideradas "'essenciais" (empresas com receita anual superior a 500 milhões DKK = 67 milhões EUR)

Implementação de um conjunto de medidas que visam aumentar os gastos dos consumidores à medida que a economia reabre:

(i) doação de cheque de 1.000 DKK (livre de impostos) a todos os reformados, estudantes e outros beneficiários de assistência social;

(ii) pagamento de 60% do dinheiro acumulado no fundo obrigatório de poupança de férias (60 biliões DKK = 8 bilhões EUR);

(iii) "Pacote de Verão" (= 700 milhões DKK) para criar infraestruturas para o verão no campo e ilhas, experiências culturais e na natureza, catividades de verão para idosos.

(iv) Alocação de 50 milhões DKK (= 6,7 milhões EUR) para promoção do Turismo na Dinamarca (VisitDenmark)

(v) Alocação de 500 milhões DKK adicionais para apoio à exportação (incluindo 15 milhões DKK para apoio a grupo de trabalho centrado em exportações e criação de emprego) e 10.000 milhões DKK para novo fundo estatal para ajudar as empresas exportadoras dinamarquesas durante a crise).

(vi) Trabalhadores independentes fora do sistema de subsídio de desemprego ou com antiguidade inferior a um ano, podem receber subsídio de desemprego, desde que cumpram determinadas condições.

(vii) Dedução de despesas de I&D temporariamente aumentada para 130%, no período 2020-2021.

Fonte: https://www.dr.dk/nyheder/indland/1000-kroner-feriepenge-og-su-laan-faa-et-hurtigt-overblik-over-nattens-politiske

Acordo de 700 milhões DKK para impulsionar o turismo

Fonte:
https://www.tv2ostjylland.dk/oestjylland/sommerpakke-sikrer-billige-faerger-nyt-rejsepas-og-kultur-rabat

Acordo para a indústria de viagens organizadas

Fonte:
Erhvervsministeriet (Ministério da Indústria e Assuntos Empresariais)

Alargamento da libertação do buffer de capital contra cíclico para apoio do sistema financeiro ao segundo trimestre de 2020

Fonte:
https://finanswatch.dk/Finansnyt/Pengeinstitutter/article12243967.ece

Aprovação de dois esquemas de apoio a trabalhadores independentes e freelancers dinamarqueses pela Comissão Europeia:

  • Trabalhadores independentes ativos em todos os setores da economia, exceto no setor financeiro, que enfrentam escassez de liquidez como resultado do surto de COVID-19 (500 milhões DKK = 66,5 milhões EUR).
  • Trabalhadores independentes e freelancers cujos rendimentos dependem da entrega de bens ou serviços relacionados com grandes eventos, inicialmente planeados para o verão deste ano, mas cancelados ou adiados devido  ao surto de COVID-19 (200 milhões DKK = 26,8 milhões EUR).

Fonte:
https://www.eureporter.co

Criação de fórum para impulsionar reinício das exportações dinamarquesas, composto por líderes da comunidade empresarial e do movimento sindical.

Fonte:
https://um.dk/da/nyheder-fra-udenrigsministeriet/newsdisplaypage/?newsID=AA1E55AD-04DD-45FA-819B-2340E38C3F45

Compensação para restaurantes, bares e cafés, para mitigar consequências económicas de restrições adicionais (encerramento às 22h) (300-400 milhões DKK = 40-52 milhões EUR).

Fonte:
https://www.dr.dk/nyheder/politik/ny-pakke-skal-hjaelpe-lidende-restauranter-og-barer-det-goer-ondt-paa-jer; https://www.bt.dk/politik/bredt-flertal-er-enig-om-kompensation-til-restauranter

Acordo parlamentar para impulsionar reinício das exportações dinamarquesas (485 milhões DKK). Este acordo envolve 27 iniciativas, baseadas em recomendações do fórum criado para reiniciar as exportações dinamarquesas (v. ponto 51) e centradas em quatro áreas: (1) Viagens de negócios (comunicação reforçada sobre restrições de viagens e resolução de barreiras de mobilidade); (2) Marketing internacional e promoção das exportações; (3) E-commerce, transformação digital e novas soluções de serviços; (4) Reinício verde, investimentos e capital de risco.

Fonte:
https://um.dk/da/nyheder-fra-udenrigsministeriet/newsdisplaypage/?newsID=6EFAEEAF-E208-48AA-8307-4A00A7A28673

Pacote de ajuda financeira de 8,2 biliões DKK (= 1,1 biliões EUR) para os setores empresarial e cultural (até 31 de janeiro 2021).
Fontes:
https://www.berlingske.dk/business/hjaelpepakker-til-otte-mia-kr-i-hus-men-aftale-om-feriepenge-udskydes;

https://em.dk/nyhedsarkiv/2020/oktober/regeringen-vil-udvide-adgang-til-hjaelpepakker-for-at-oege-tryghed/;

https://em.dk/media/13919/aftale-om-udvidelse-af-hjaelpepakker.pdf.

Pacote de estímulo à economia:
(i) Pagamento dos restantes 40% do dinheiro acumulado no fundo obrigatório de poupança de férias (45 biliões DKK = 6 bilhões EUR) (em Março 2021);
(ii) Pacote de apoio às exportações dinamarquesas em 2021-2023 (foco nas exportações de soluções verdes e consultadoria) (1,7 biliões DKK = 228 milhões EUR);
(iii) Extensão dos pacotes de apoio financeiro, até fevereiro 2021 (2,3 bilhões DKK = 309 milhões EUR)
Fonte: https://fm.dk/media/18296/aftale-om-udbetaling-af-feriemidler-eksportpakke-og-reserve-til-forlaengelse-af-hjaelpepakker.pdf; Ritzau
Fonte: https://jyllands-posten.dk/politik/ECE12600221/ny-aftale-de-sidste-to-ugers-feriepenge-bliver-udbetalt/

 

PRINCIPAIS CONSTRANGIMENTOS NO MERCADO

Perspetivas e política económica

Segundo um estudo do Banco Central dinamarquês (Danmarks Nationalbank), publicado a 9 de dezembro de 2020, o ressurgimento do COVID-19 irá atrasar a recuperação económica da Dinamarca. A pandemia ressurgiu na Dinamarca e na Europa, em setembro, levando à imposição de uma série de restrições que irão prejudicar a atividade económica no país, durante o inverno. Por outro lado, uma vacinação eficaz irá permitir a atenuação das restrições. No terceiro trimestre de 2020, grande parte da economia dinamarquesa reabriu após o lockdown na primavera, e o PIB cresceu 4,9%, impulsionado pelas exportações e pelo consumo privado. O consumo aumentou especialmente nas partes mais afetadas pelo lockdown da primavera, como lojas de roupas e restaurantes. No entanto, quando a pandemia ressurgiu, o PIB ainda era 4,1% menor do que no final de 2019. Atualmente as restrições na Dinamarca e na maioria dos outros países ainda não são tão severas quanto aquelas implementadas na primavera, pelo que as consequências económicas do aumento nas taxas de infeção são, de uma maneira geral, menores. As restrições em vigor têm um impacto negativo no consumo de alguns serviços (por ex. viagens e, mais recentemente, restaurantes e atividades culturais) e redirecionam o consumo para setores/indústrias que não são afetados por restrições (p. ex. comércio a retalho). Alguns destes setores estão a registar receitas substancialmente mais elevadas do que antes do surto de COVID-19. De uma forma geral, a economia dinamarquesa está a crescer, embora com diferenças consideráveis ​​entre os setores. Em setembro, cerca de 60% da economia registou receitas superiores às das pré-pandemia, enquanto as receitas dos restantes sectores foram menores. Sendo assim, pode dizer-se que a economia dinamarquesa evolui atualmente a duas velocidades.

As exportações dinamarquesas estão a ser fortemente afetadas pelas restrições implementadas, embora tenham recuperado ligeiramente desde o início do verão.
As exportações de serviços foram as mais afetadas, com queda de 20%, no 3º trimestre, em relação ao 4º trimestre de 2019, em termos reais. Esta queda acentuada pode ser principalmente atribuída ao turismo e à aviação, que foram, em alguns períodos, totalmente fechados devido a restrições. Até ao fim da pandemia, a atividade nestas indústrias deve permanecer muito baixa. As exportações dinamarquesas de bens estão a ser relativamente menos afetadas do que as exportações de serviços, tendo sofrido uma queda de 3% no 3º trimestre em relação ao final de 2019. As exportações de bens consistem maioritariamente em produtos agrícolas, produtos farmacêuticos e turbinas eólicas. A procura por estes tipos de produtos depende menos da atividade no exterior, pelo que a composição das exportações de bens tem funcionado como um buffer contra a desaceleração económica no exterior. As exportações agrícolas serão afetadas devido a menores exportações de peles, após o abate de todos os visons/martas dinamarqueses. No entanto, as consequências económicas gerais serão limitadas, devido ao tamanho relativamente pequeno das exportações de peles dinamarquesas, embora sejam consideráveis ​​para algumas comunidades locais.

A taxa de emprego aumentou acentuadamente durante o verão, tendo recuperado quase dois terços face à diminuição observada na primavera. No entanto, os indicadores em tempo real sugerem que a recuperação do mercado de trabalho perdeu fôlego nos últimos meses. Existem diferenças consideráveis ​​no desenvolvimento do emprego entre as indústrias. Apesar da recuperação significativa durante o verão, o emprego ainda é muito baixo em transportes, hotéis, restaurantes e cultura. A indústria transformadora registou uma queda gradual no emprego desde a primavera, possivelmente devido ao facto do efeito da dependência das exportações ter sido observado com algum atraso. Por outro lado, o emprego na construção é maior do que antes da pandemia. A desaceleração do mercado de trabalho reduziu a evolução dos salários do setor privado, em todos os setores. O crescimento mais forte dos salários é observado no setor da construção, em que há escassez de mão de obra.

Fonte: https://www.nationalbanken.dk/en/publications/Documents/2020/12/ANALYSIS_No.26_Outlook%20for%20the%20Danish%20economy%20-%20December%202020.pdf

 

Outros constrangimentos

  • Controlo temporário de todas as fronteiras e recomendações de viagem

    Controlo temporário de todas as fronteiras da Dinamarca, com proibição de entrada. Não é permitida a entrada de pessoas na Dinamarca nas fronteiras dinamarquesas, incluindo estradas, aeroportos e terminais de ferries, salvo algumas exceções relacionadas com a finalidade da entrada no país, que abrangem o transporte internacional de mercadorias.

    A lista completa de finalidades autorizadas para entrada na Dinamarca, assim como informação sobre a documentação necessária, podem ser consultados aqui: https://coronasmitte.dk/en/entry-into-denmark.

    Estrangeiros que apresentem sintomas, tais como tosse seca e febre, não podem entrar na Dinamarca, independentemente do propósito.
    Fontes:
    https://coronasmitte.dk/en/entry-into-denmark

    Em junho de 2020, o governo dinamarquês introduziu um modelo para a abertura das fronteiras e facilitação de recomendações de viagem para países da UE, países do espaço Schengen e Reino Unido, com efeito a partir de 27 de junho. O modelo assenta em critérios quantitativos, baseados no número relativo de infetados e regime de testagem, que determinam quais os países "abertos" e aqueles "em quarentena".

    De forma a ser classificado como "aberto", um país deve ter menos de 20 infectados por cada 100.000 habitantes, por semana. O nível crítico a partir do qual um país "aberto" muda de status para "país em quarentena" é de 30 infectados por 100.000 habitantes, por semana, de modo a evitar a abertura/encerramento de fronteiras devido a pequenas flutuações, de uma semana para a outra.
    Para além disso, o Ministério dos Negócios Estrangeiros dinamarquês desaconselha viagens não essenciais para países, em que o número relativo de infetados é baixo, mas que impõe restrições de entrada ou requisitos de quarentena a viajantes dinamarqueses.

    Este modelo foi atualizado, a 19 de novembro de 2020, com uma componente regional, com efeito a partir de 22 de dezembro de 2020. Este modelo alargado, anteriormente válido apenas para os países nórdicos, foi estendido aos países da UE, países do espaço Schengen e Reino Unido. Os guias de viagens "regionais" consideram a possibilidade de viajar para regiões com taxas baixas de infeção, em países "em quarentena", e restringir viagens para regiões com taxas elevadas de infeção, em países "abertos". Segundo o modelo regional, as regiões de baixo risco ("abertas") são aquelas que apresentam taxas de infeção abaixo de 30 incidentes por 100.000 habitantes, por semana. A abertura de regiões de baixo risco em países "em quarentena" exige que o país reporte dados de teste válidos a nível regional ao Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC). As recomendações de viagem (países/regiões "abertas" e "em quarentena" )são atualizadas semanalmente, às sextas-feiras, e têm efeito imediatamente após a sua publicação (a partir de 11 de dezembro de 2020). Fontes: https://um.dk/en/news/newsdisplaypage/?newsID=E5CF54FA-73A1-4B16-99FB-655D357400F5 https://um.dk/en/news/newsdisplaypage/?newsID=9943D5E4-FE4B-422A-A14A-6A09BFD754E1

    A lista de países da UE, países do espaço Schengen e Reino Unido "abertos" e "em quarentena", assim como informação sobre as respetivas regiões, podem ser consultadas aqui: https://um.dk/da/rejse-og-ophold/rejse-til-udlandet/rejsevejledninger/

    Viagens não essenciais ao estrangeiro não são recomendadas, exceto para os países/regiões "abertos". Com o modelo regional, o período de autoisolamento recomendado após o retorno de um país ou região "em quarentena" de 14 dias é reduzido para 10 dias, a não ser que o viajante obtenha um teste de COVID-19 negativo, no mínimo, no quarto dia após a entrada na Dinamarca.

    Regras especiais são aplicadas a residentes das regiões fronteiriças da Suécia (Scania, Halland, Blekinge) e da Alemanha (Schleswig-Holstein), bem como da Noruega, os quais poderão entrar na Dinamarca com uma finalidade autorizada ou mediante apresentação de um teste COVID-19 negativo à entrada.

    Para países fora da UE/espaço Schengen e Reino Unido ("países terceiro"), a abertura das fronteiras/recomendações de viagem serão facilitadas para países que satisfaçam os critérios estabelecidos para entrada na UE e simultaneamente não imponham restrições significativas de entrada ou requisitos de quarentena a viajantes dinamarqueses.

    Para ser incluído na lista de países cujos residentes são autorizados a entrar na UE, o número de novos casos de COVID-19 no país em questão deve ser inferior ao número médio registado na UE, nos últimos 14 dias. O regime de testes e a fiabilidade dos dados também serão tomados em consideração na avaliação. A lista de países é actualizada de 14 em 14 dias, às quintas-feiras.

    Para mais informação, consultar:
    https://coronasmitte.dk/en/entry-into-denmark;

    https://um.dk/da/rejse-og-ophold/rejse-til-udlandet/rejsevejledninger/;

    https://um.dk/da/nyheder-fra-udenrigsministeriet/newsdisplaypage/?newsID=19C7D80C-AB49-4A7A-B068-D35D0E1337AE;

  • Voos
    A TAP tem alguns voos (esporádicos) entre Copenhaga e Lisboa, previstos para Janeiro, prevendo realizar três voos semanais, em Fevereiro e Março. A SAS tem um voo semanal entre Copenhaga e Faro. A Norwegian cancelou todos os voos entre a Dinamarca e Portugal, mas prevê quatro voos semanais entre Copenhaga e Lisboa, bem como Copenhaga e Faro.

    Para informações sobre restrições e outras medidas para prevenir a disseminação do COVID-19 na Dinamarca, consultar: https://coronasmitte.dk/en/national-measures

 

NOVAS OPORTUNIDADES DE NEGÓCIO DECORRENTES DO PÓS-COVID E CONSELHOS ÚTEIS ÀS EMPRESAS

Nos últimos anos, tem-se observado uma tendência crescente por parte de empresas dinamarquesas para deslocalizar a respetiva produção da Ásia para a Europa. A crise de COVID-19 veio reforçar esta tendência, uma vez que permite um maior controlo de toda a cadeia de valor.

Esta mudança deve-se não só ao aumento dos custos de produção na Ásia (p. ex. China), mas também à maior facilidade de comunicação, flexibilidade e capacidade de resposta dos fabricantes europeus, devido à proximidade cultural e geográfica, que proporciona uma maior competitividade e controlo de qualidade dos produtos. Neste sentido, a procura de fornecedores europeus tem aumentado, incluindo fornecedores portugueses, mas existe ainda uma margem significativa para melhorias, nomeadamente na gama de bens de consumo de alta qualidade (p. ex. calçado, vestuário, têxteis-lar, mobiliário).

Por outro lado, devido ao confinamento e encerramento das lojas físicas, tem-se verificado um aumento das compras nas plataformas online, nomeadamente no sector da moda, desde o início da crise de COVID-19. Prevê-se que esta tendência se mantenha, o que pode proporcionar oportunidades para as empresas portuguesas entrarem no mercado. Desta forma, recomenda-se que as empresas portuguesas invistam fortemente em estratégias digitais.

O impacto da crise de COVID-19 no fornecimento de alguns produtos, nomeadamente do sector agroalimentar, provenientes de países do sul da Europa (p. ex. Espanha, Itália, França), também pode representar alguma abertura no mercado dinamarquês para a introdução de produtos portugueses.

 

SITES RELEVANTES A CONSULTAR

Politi (Polícia - Página oficial das autoridades dinamarquesas com informação sobre o surto de COVID-19):
https://politi.dk/corona/

www.coronasmitte.dk

Finansministeriet (Ministério das Finanças)

Erhvervsministeriet (Ministério da Indústria e Assuntos Empresariais)

Erhvervsstyrelsen (Direção-Geral Assuntos Empresariais)

Sundhedstyrelsen (Autoridade de Saúde)

SKAT (Autoridade Tributária e Aduaneira)

Danmarks Nationalbank (Banco Central)

Danmarks Statistik (Instituto Nacional de Estatística)

Virksomhedsguiden (Guia para as empresas - ferramenta digital destinada particularmente a startups e PME)

COVID-19 Hjælpepakkeportalen (Portal com informação sobre medidas de apoio nos principais mercados de exportação da Dinamarca): https://thetradecouncil.dk/Hjaelpepakker-til-danske-eksport-virksomheder

Vaekstfonden (Fundo estatal de investimento - para promover acesso de empresas a capital de risco): https://vf.dk/covid-19/

Dansk Industri (Confederação da Indústria): https://www.danskindustri.dk/covid19/

Dansk Erhverv (Câmara de Comércio): https://www.danskerhverv.dk/corona/

The Trade Council (Congénere dinamarquesa AICEP): https://thetradecouncil.dk/en/corona-information-page

Copenhagen Capacity (Organização oficial de promoção do investimento e desenvolvimento económico na Grande Copenhaga): https://www.copcap.com/covid-19-overview-of-relief-packages

Finans Danmark (Organização de interesse, sector financeiro): http://financedenmark.dk/

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